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Mais de um milhão de pessoas sofrem efeitos da seca no sul de Angola


Estudo revela que famílias na Huíla, Namibe e Cunene viram reduzida a produção de alimentos e de rendimentos

Mais de um milhão de pessoas estão a ser afectadas gravemente pela seca que se regista há dois anos nas províncias angolanas da Huíla, Namibe e Cunene, revela um estudo do Programa de Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola (Fresan), divulgado na quinta-feira, 17.

O número ascende a 1.139.064 residentes da região, de acordo com um representante do programa.

Ao intervir num evento no Lubango nesta semana, Matteo Tonini afirmou que nas zonas rurais, os números representam 99 por cento da população rural no Namibe, 97 por cento no Cunene e 12 por cento na Huíla.

Tonini acrescentou queas alterações climáticas têm afetado, de forma negativa, os meios de subsistência da população rural no país, "aumentando, significativamente, os níveis de vulnerabilidade".

Em consequência, continuou aquele responsável, a seca contribuiu para a redução da produção alimentar e dos rendimentos das famílias afectadas, que “viram dificultado o acesso a alimentos e, por conseguinte, agravado o estado nutricional e a prevalência da subnutrição crónica em crianças menores de cinco anos”.

A nível da nutrição, por exemplo, a Pediatria do Hospital Geral de Ondjiva, capital do Cunene) registou em 2018 a morte de 38 crianças menores de cinco anos por malnutrição severa entre as 243 assistidas, mais seis do que em 2017.

A informação foi revelada pela responsável da Pediatria, Lúcia de Fátima, acrescentando quemuitas delas chegam ao estabelecimento de saúde já num estado avançado de malnutrição.

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