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Médicos na Huíla recusam assumir funções nas áreas indicadas pelas autoridades


Eles dizem que estrutura local contraria orientações do Ministério da Saúde

Médicos admitidos no concurso público da saúde de 2018 na província angolana da Huíla rejeitam iniciar funções nas áreas indicadas pelo gabinete provincial do sector.

A razão é simples: Os 51 médicos entendem que o Gabinete Provincial da Saúde está com esta atitude a contrariar a Direcção Nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, que passou as guias de colocação dos médicos para as áreas indicadas pelos candidatos na altura do concurso.

Para o porta-voz dos médicos, David Gabriel, estão a ser atropeladas as normas do concurso.

“A beleza deste concurso foi o facto de nós podermos trabalhar onde concorremos, onde salvaguardamos os nossos interesses individuais e colectivos. Na altura de receber as guias ao apresentar aos locais de trabalho simplesmente foram negadas”, disse.

Na visão dos médicos, há uma clara intenção de impedir que eles iniciem funções dentro da normalidade, conforme estabelece as regras do concurso.

“São 51 médicos dispostos a trabalhar nos mais distintos municípios e estão a ser impedidos de trabalhar. Está a ser criado um conjunto de normativas desconhecidas até agora. Parece estágio de estudantes em que cada indivíduo tem que trabalhar três meses em cada município, que médico trabalha assim?”, sustentou David Gabriel.

A VOA sabe que o governador provincial, Luís Nunes, tenta desbloquear o imbróglio junto do com o Ministério da Saúde.

A Ordem dos Médicos, que vê legitimidade na reivindicação dos filiados, apela ao entendimento entre as partes por via das negociações.

“A nossa bastonária realmente teve conhecimento da situação e sendo aqui da ordem local, nós apelamos tanto a directora do Gabinete Provincial da Saúde a Directora do Hospital Central e ao Ministério e médicos envolvidos que se abra um diálogo que haja uma negociação”, defendeu, Crispim José, membro da ordem.

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