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Médicos não concorrem a vagas no sector estatal angolano


Médicos formados em Malanje

Cerca de de 200 vagas permanecem por preencher mas médicos formados no estrangeiro não concorrem

Faltam concorrentes para o preenchimento da totalidade de vagas existentes para o ingresso de novos médicos em Angola.

As autoridades que superintendem o sector querem saber por que razão é quegrande parte dosmais de 3.000 médicos desempregadosno país não estão interessados em concorrer.

O concurso para novos ingressos no sector terminou este mês masa ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, dizqueduzentas vagasdas 1.500 disponíveis de ingresso ao concurso público para médicosnão estão preenchidos por falta de concorrentes interessados e capacitados.

Apenas Luanda e Namibe têm os números de vagas ocupados contrariamente ao concurso para professores que teve concorrentes acima das disponibilidades do governo.

Silvia Lutucuta anunciou a extensão do prazoinscrições, que devia terminar este mês, na esperança de encontrar mais interessadosao mesmo tempo que apelou os governos províncias para juntos sensibilizarem a carreira médica desempregada a concorrer.

Aministrada Saúde,quese reuniu esta semana com governadores provinciais, para uma avaliaros resultados do concurso público de ingresso no sector, disse que das 1.500 vagas para admissãode médicosapenas 1.300 profissionaisestão inscritos e em condições de passar para a próxima fase do concurso.

Lutucuta anunciou quena próxima semana serão abertas novas inscrições ,com duração de uma semana ao mesmo tempo que o seu Pelouro vaitrabalhar com os médicos recém-formados, que vieram de outros países, para se inscreverem.

A responsável da pasta quer perceber as razões que levaram os médicos recém-formados na Rússia, Cuba ou Marrocos, por exemplo, a não concorrerem e por queuma boa parte dos médicos está inscrita na província de Luanda quando háprovíncias em que ainda há vagas por preencher.

Com um total de7 mil e 667 vagas, o concurso da saúde está dividido em admissão de técnicos, enfermeiros e médicos, com uma previsão de 1500 médicos para a função pública, 100 técnicos superiores de enfermagem e 100 técnicos superiores de diagnóstico.

Entretanto,O médico e deputado à Assembleia Nacional, pela UNITA, Maurilio Luyele considera que o desinteresse dos profissionais em trabalhar no interior do país vai continuarenquanto não houver condições de trabalho e um melhor reconhecimento e tratamentodos profissionaispor parte dos governos locais.

O também membro da Comissão de Saúde, Família, Juventude e Desportos, Antigos Combatentes e Acção Socialdo Parlamento defende, como forma de incentivo,a implantação de um subsídio de isolamento para estes profissionais e a definição de umlimite de tempo de trabalho fora das grandes cidades.

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