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Médicos e Governo da Huíla poem fim a braço-de-ferro


Profissionais de saúde aceitam ir para os municípios mas sem rotatividade trimestral

Os 51 médicos que não aceitaram as colocações determinadas pelo Gabinete Provincial da Saúde e o Governo da Huíla colocaram fim ao diferendo que os opunha.

Depois de demoradas negociações, os profissionais de saúde, que se negavam a trabalhar nas áreas apontadas por alegada violação das regras do concurso, cederam às exigências do Governo provincial de avançar para o interior, para onde muitos deles concorreram com a contrapartida de já não ser em regime de rotatividade trimestral.

Para os médicos, que inicialmente seriam colocados no Hospital Central do Lubango, as partes concordaram com a necessidade de se observar o chamado regime probatório, que prevê um período de trabalho na periferia da capital da província ou nos municípios.

“É uma parte da causa ganha, alguns médicos vão permanecer. É uma proposta do Estado, alguns médicos vão ter que acudir algumas debilidades dos municípios. A priori, o Hospital Central não ficou com vagas abertas porque a lei permite que os médicos façam o probatório na periferia”, explicou o porta-voz dos médicos, David Gabriel.

Apesar de o acordo não satisfazer de todo os interesses do colectivo o mesmo é exequível e, reitera Gabriel, “o Gabinete Provincial abriu portas para que as questões pontuais possam ser negociadas”.

A directora do Gabinete Provincial da Saúde, Luciana Guimarães, lembrou que a necessidade de médicos está sobretudo no interior e destacou o diálogo entre as partes.

“Precisamos melhorar a assistência primária nos municípios.” O sistema, rotatividade? “ Não, esta foi a primeira sugestão, mas os médicos a princípio não aceitaram, como nós vivemos num Estado democrático nós temos que levar em consideração aquilo também que não lhes serve”, disse

Os médidos, na sua maioria, vão assumir funções nos municípios.

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