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Médicos angolanos marcham contra baixos salários e pelo ingresso na função pública


‘’Somos médicos, não carniceiros’’ entre as palavras de ordem da marcha de sábado

Ainda à espera de uma resposta ao seu caderno reivindicativo do ano passado, médicos angolanos realizam uma marcha, no próximo sábado, 16, pela valorização de uma classe que se queixa de baixos salários, falta de subsídios e exclusão em relação ao estrangeiro.

Medicos vão manfiestar-se em benguela - 2:12
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A marcha, para a qual são convidados todos os cidadãos, pretende igualmente contestar a postura do Ministério da Saúde no concurso público que admitiu cerca de seiscentos médicos, quando o número de vagas para o país era de 1.500.

Em Benguela, o secretário provincial do Sindicato dos Médicos, Edgar Bucassa, lamenta que centenas de médicos angolanos não façam parte da função pública.

‘’O Ministério preocupa-se em querer contratar estrangeiros apesar de termos angolanos, bons médicos, sendo que muitos até já funcionam, mas não estão no quadro da função pública. Os subsídios são outro problema, uma vez que faltam condições de habitabilidade lá onde se encontram’’, critica Bucassa.

Irregularidades no último concurso público, como o tipo de perguntas e a impossibilidade de confrontação do que os candidatos fizeram, chegarão a organismos internacionais, conforme avança o sindicalista.

‘’Já estamos a escrever para a OMS (Organização Mundial de Saúde) e outros organismos, para que se reveja este tipo de concurso. Ainda assim, o concurso público não é suficiente para avaliar alguém que tenha feito medicina em seis ou sete anos. Achamos que é falta de respeito, por isso vamos marchar pela dignidade da classe’’, acrescenta aquele médico.

A médica Palmira Pinto, que também está na organização, cabe apresentar as palavras de ordem para uma marcha que, sabe a VOA, é convocada com o espectro de greve na ordem do dia.

‘’Exigimos respeito e dignidade; somos médicos, não carniceiros; eu acredito no angolano e Ordem dos Médicos assuma o seu papel’’, resume Pinto.

Na apresentação dos resultados do concurso, a ministra da Saúde, Sílvia Lutukuta, de quem os médicos exigem resposta ao caderno reivindicativo de Novembro último, aquando da greve de três dias, disse que muitos médicos reprovaram nas provas.

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