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Lubango com menos 200 escolas e mais de 50 mil crianças fora do sistema escolar


Ano letivo arrancou

O ano letivo de 2020 começou em Lubango, capital da província angolana da Huíla, com o encerramento de mais de 200 escolas, situação que agrava o já frágil sistema de ensino.

O mais recente concurso público 2019 de ingresso de novos agentes na Educação dos pouco mais de 400 professores, apenas 27 serão colocados no município-sede da província.

“Vamos ter que ainda trabalhar muito porque os professores que vêm transferidos de outros municípios dificilmente conseguimos colocá-los nestas escolas. Vale lembrar que são escolas que ficam em zonas muito distantes e aí precisamos de professores que ficam mesmo aí. Também é importante realçar que nestas localidades as vezes temos escolas, mas não temos espaços para os professores ficarem”, disse o diretor municipal da Educação do Lubango, Pedro Tchissingui.

Para o Sindicato Nacional de Professores (SINPRF) na Huíla, os vários problemas que se repetem ano após ano no sector só têm lugar por ausência de um forte compromisso com a educação que, segundo o secretário provincial, João Francisco, há muito devia ser visto com outra atenção pelas autoridades.

“É um setor vital para qualquer país, significa que toda a atenção do Governo devia estar virada para a educação e, ao invés de se preocupar com a polícia, com as FAA (Forças Armadas Angolanas), a atenção maior devia estar virada para a educação porque é onde está o futuro do nosso país. Essa tal melhoria depende do compromisso e da importância que os governantes dão ao próprio sector da educação", alertou Francisco.

Na Huíla, perto de 800 mil o número alunos que deverão frequentar o ano letivo de 2020, enquanto mais de 50 mil crianças ficarão de fora.

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