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Luanda Leaks: analistas defendem ações mais fortes e abrangentes


Procuradoria-Geral da República instada a investigar outras pessoas

Dez dias após a divulgação do Luanda Leaks, a investigação divulgada em duas dezenas de países e que descobriu que Isabel dos Santos, seu marido e intermediários construíram um império com mais de 400 empresas e subsidiárias em 41 países, incluindo pelo menos 94 em jurisdições sigilosas, continua a provocar reacões em Angola, continua a provocar reações.

O jurista e professor Waldemar Tadeu refere que várias instituições e cidadãos angolanos devem estar no banco dos réus com Isabel dos Santos, constituída arguida por suposto desvio de fundos na Sonangol.

‘’Se as operações foram no circuito formal, legal, então, como cidadão, entendo que teremos de colocar em check todas as instituições.Será Isabel e todas as entidades, houve sensibilidade para esta e temos de estar atrás de todos’’, defende.

Tadeu alerta para a necessidade de um compromisso nacional, também em função das detenções em Angola, com realce para Benguela, e questiona a luta contra a corrupção.

‘‘Precisamos de uma solução de compromisso patriótico. Mais do que recuperar, temos de entregar em mãos seguras, porque foi tudo feito em meios oficiais’’, advoga.

Entretanto, o também jurista Vicente Kanga junta a sua voz aos que questionam a forma como foram obtidos os documentos, mas com avisos ao Ministério Público.

‘’Não são elementos de prova propriamente dita pela ilicitude da sua origem, mas podem servir de impulso criminal para dar legitimidade ao MP, como titular da ação penal, que não pode ficar inerte face a estas informações’’, afirma

O Procurador-Geral da República, Hélder Pita Grós, fez saber já que os pedidos de cooperação judiciária internacional vão ser extensivos a outros Estados e não só a Portugal, para onde já foi encaminhada uma cara rogatória a pedir cooperação.

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