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Luís Nunes esperado no Governo da Huíla entre expectativa e benefício da dúvida


A sua saída era "inevitável". João Marcelino Tchipingui deixa Huíla depois de seis anos

Oposição adverte para conflito de interesses entre o empresário e o governador, mas esperar para ver

A nomeação Luís Nunes para o cargo de governador da província angolana da Huíla continua a merecer várias reacções de diversos sectores.

Huíla reage a novo governador - 2:27
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Sem qualquer experiência governativa e pouco dado aos holofotes da imprensa, Luís Nunes é apontado como como o maior empresário da região sul do país.

E é, precisamente, sobre a experiência enquanto homem de negócios onde giram as opiniões sobre o seu desempenho à frente do Governo.

O director executivo da Associação Construindo Comunidades (ACC), Domingos, prefere esperar para ver e dar o benefício da dúvida.

“Vamos dar o benefício da dúvida. Se ele efectivamente quiser ser bem sucedido vai ter que limpar a casa, como se diz na gíria, no sentido de evitar situações anómalas como aquelas que ocorreram na governação”, sublinhou

Por seu lado, o presidente de direcção da AAPCIL, organização empresarial da região, Paulo Gaspar , acredita que Luís Nunes pode capitalizar a sua experiência empresarial na gestão da província.

“Desempenhar com mesmo zelo e dedicação como se fosse as empresas dele ou as coisas pessoais dele. É uma pessoa muito determinada eu o conheço bem é uma pessoa que quando se mete em projectos é para cumprir não conheço projectos inacabados dele. É uma pessoa que vai à luta e acredita naquilo que faz. Ele vai herdar um fardo pesado e saneamento básico, saúde e educação são as três grandes prioridades”, defendeu Gaspar.

No campo político, a CASA-CE e a UNITA, na oposição, convergem num ponto: esperam que o novo governador não misture os seus negócios com as novas funções.

“Esperamos que não haja promiscuidade. Ao invés do empresário contribuir para o Estado é Estado a contribuir para as empresas do novo governador”, alerta o antigo secretário executivo da coligação, Serafim Simeão.

O secretário provincial da UNITA, Augusto Samuel, pede a abertura ao diálogo do novo gestor e adverte para conflitos de interesses.

“Ele tem a obrigação de resgatar a província da Huíla do marasmo em que está, mas vamos dar o benefício da dúvida”, conclui Samuel.

João Marcelino Tchipingui deixa Huíla depois de seis anos à frente do Governo.

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