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Lourenço pede fim do embargo à venda de armas ao Governo da República Centro-Africana


Presidente angolano, Joao Lourenço, no palácio Presidencial, 17 Fevereiro 2020

Em mini-cimeira da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos, Presidente angolano anuncia acção para acabar com a violência na RCA

O Presidente angolano considerou inaceitável que o Governo da República Centro-Africana (RCA) esteveja submetido a um embargo de armas imposto pelas Nações Unidas, o que condiciona a sua acção frente aos grupos rebeldes que actuam no país.

Ao discursar na abertura de uma mini-cimeira de Chefes de Estado da Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), que decorre nesta sexta-feira, 29, em Luanda, João Lourenço disse que os líderes desses países não podem acompanhar "de forma passiva, a situação inaceitável que se desenrola naquele país (República Centro-Africana), cujo Governo legítimo está inexplicável e injustamente condicionado pela Resolução 2536 de 2020 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no que respeita à sua função essencial de garantir a segurança e a protecção das populações, deixando-o numa situação de grande fragilidade, face à crescente facilidade das forças rebeldes em adquirir armas de todos os calibres e poder de fogo".

O Governo angolano defendeu há um ano, o fim do embargo da venda de armas ao Governo da RCA, em vigor desde 2013.

Hoje, Lourenço fez saber que uma acção em prol da paz e segurança na RCA "será desenvolvida em estreita cooperação com o presidente da Comissão da União Africana e com o Secretário-geral das Nações Unidas", aos quais reportará, com regularidade, o ponto de situação.

O Presidente angolano agradeceu a participação presencial dos seus homólogos, que considerou "um sinal de inequívoco interesse e preocupação pelos problemas candentes da região dos Grandes Lagos, em especial na RCA, que regista um aumento da violência após as eleições presidencias de 27 de Dezembro.

Além do Presidente da RCA, Faustin-Archange Touadéra, participam na reunião os Chefes de Estado da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, e do Chade, Idriss Déby Into, e representantes do Presidente do Rwanda e do líder do Conselho de Transição Nacional do Sudão.

O Presidente angolano, que lidera a Conferência, lembrou que “na qualidade de chefes de Estado, temos a responsabilidade de defender a paz, a segurança e a estabilidade política e social dos países que integram a nossa sub-região" e defendeu uma região "livre dos conflitos armados, de desnecessárias mortes, destruição e deslocação forçadas das suas populações" e virada para o desenvolvimento económico e social e prosperidade dos seus povos.

Para ele, a Cimeira de Luanda é uma oportunidade para encontrar os "melhores caminhos para se alcançar uma solução justa e sustentável, que garanta a paz e a segurança na RCA", e apelou ao trabalho conjunto "na resolução dos conflitos existentes, que se arrastam por demasiado tempo".

João Lourenço fez ainda "um apelo vibrante a toda a classe política e à sociedade civil centro-africana, no sentido de ultrapassar com sentido patriótico, e na defesa dos superiores interesses da Nação, as divergências reais ou forjadas que ainda prevaleçam".

No final da mini-cimeira deve sair um comunicado com as resoluções e iniciativas eventualmente assumidas.

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