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Legisladores americanos defendem minorias muçulmanas chinesas


Manifestação de uigures na China.

A China iniciou uma campanha em abril de 2017 para prender muçulmanos uigures acusados de manter sentimentos extremistas e detê-los em campos de reeducação.

Um grupo bipartidário de 17 parlamentares americanos pede ao governo de Trump a imposição de sanções a autoridades chinesas de alto escalão acusadas de violar os direitos de minorias étnicas muçulmanas, na remota região de Xinjiang.

Na quarta-feira, 29, o grupo enviou uma carta Secretário de Estado, Mike Pompeo, e ao Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, dizendo que milhões de uigures e outros muçulmanos na região autónoma ocidental estão "sujeitos a detenções arbitrárias, tortura, restrições notórias à prática religiosa e à cultura".

Os maus tratos incluem a reclusão nos chamados "centros de reeducação política ou acampamentos".

Em Pequim, a porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, rejeitou as exigências dos legisladores, dizendo aos repórteres que "deveriam se concentrar no seu trabalho...em vez de meterem nos assuntos de outros países" e se declararem juízes de direitos humanos.

A China iniciou uma campanha em abril de 2017 para prender muçulmanos uigures acusados de manter sentimentos extremistas e detê-los em campos de reeducação.

Poderão estar detidas entre 120 mil a um milhão de pessoas, de acordo com activistas uigures, grupos de direitos humanos e outros.

Pequim diz que Xinjiang enfrenta uma séria ameaça de militantes islâmicos que planeam ataques e aumentam as tensões entre a minoria predominantemente muçulmana uigures contra a maioria étnica chinesa Han.

Os legisladores americanos que assinaram a carta incluem o senador Republicano Marco Rubio e o representante Republicano Christopher Smith, que gerem a Comissão Executiva Parlamentar bipartidária sobre a China.

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