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Lançada campanha agrícola na Huíla - Relatório avisa que não há alívio da seca até à próxima colheita


Com esperança num ano agrícola melhor acaba de ser lançada na província angolana da Huíla a campanha 2019/20 numa altura em que a região procura ainda refazer-se das consequências da seca que transita da época anterior.

Isto ao mesmo tempo que um relatório do Centro de Investigação Conjunta da União Europeia diz que a previsão de chuvas para os próximos meses é positiva mas avisa que a população afectada pela seca não terá qualquer alivio antes das pastagens voltarem a crescer e até às próximas colheita.

O documento avisa que com a pobreza generalizada e uma população dependente de uma agricultura de subsistência muito fraca mesmo períodos curtos de seca podem afectar a segurança alimentar.

O documento diz que a situação humanitária nas zonas esta a ser possivelmente sub estimada.

Na Huíla entre os agricultores com mais apoio do governo acredita-se numa boa campanha, tal como disse João Dumbo, que projecta explorar oito hectares de terras.

“Vou plantar milho vou plantar massambala já plantei a cana-de-açúcar. Esperamos ainda produzir um pouco de batata rena se as condições nos permitirem”, disse

O soba Domingos Kalulemi diz que para uma boa campanha agrícola é crucial que chova bem e os indicadores até aqui são positivos.

“ A chuva este ano começou bem com as primeiras chuvas o milho já saiu porque as pessoas já começaram a capinar e com o adubo que vamos receber vamos melhor a produção no nosso país”, disse

Para a campanha agrícola ora aberta o governo local conta com a força de 314 mil famílias para desenvolver a agricultura familiar e fazer render 605 mil hectares de terras para uma previsão de colheita de mais de meio milhão de toneladas de produtos diversos com realce para os cereais

A partir do sector da Vila Branca no município de Caluquembe que testemunhou o lançamento da campanha, o administrador municipal, José Chissonde, vê no chamado triângulo de produção do milho com as circunscrições de Caconda e Chicomba incluídas, uma das soluções para responder aos desafios da seca.

“ Se os Gambos está a chorar de seca se Quilengues está a chorar de seca se o Cunene está a chorar de seca nós temos perfis contínuos temos rios permanentes com caudais bons que podem suportar e produzir e o exemplo foi este nós conseguimos dar um contributo para acudir o impacto da seca nos municípios que sofreram esta calamidade”, disse

O governador da Huíla, Luís Nunes, confiante numa boa época agrícola, aproveitou a ocasião para desafiar as cooperativas e associações de camponeses a recorrerem dos meios disponíveis para incrementar a produção agrícola.

“ Lanço o repto aos agricultores congregados em cooperativas de camponeses para que estejam devidamente estruturados definindo projectos sustentáveis realísticos e exequíveis para que possam concorrer ao PAC (Projecto de Apoio ao Crédito) enquadrados no Prodesi cuja finalidade é aumentar a produção interna com vista a diversificação da economia diminuição das importações e aumentar as exportações”, afirmou

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