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Laboratório de testes em São Tomé e Príncipe a arrebentar pelas costuras


Laboratório de testes clínicos, São Tomé e Prínicipe

Directora diz que falta técnicos e energia e alerta que o aumento de voos pode gerar o caos

O único laboratório que processa testes da Covid-19, Sida e Tuberculose em São Tomé e Príncipe está sem capacidade técnica e material para dar resposta aos seus desafios.

A directora da instituição, Rosa Neto, pede a intervenção das autoridades competentes para evitar o caos, que pode estar à vista se as companhias aéreas retomarem os seus voos regulares para o país.

“Neste momento, o máximo que podemos processar, diariamente, são 150 testes de Covid-19. Se as companhias aéreas aumentarem os voos não vamos conseguir atender os passageiros que precisam de testes para viajar. Também temos pacientes que precisam ser testados todos os dias e ainda temos que atender os casos de Sida e tuberculose”, alerta Rosa Neto.

Em tempos de pandemia, o turismo nas ilhas do meio do mundo estará comprometido, enquanto não houver reforço técnico e material no único laboratório de referência no país.

“O laboratório tem 10 técnicos, mas pelo volume de amostras, não só da Covid-19, porque também temos Sida e tuberculose, necessitamos de pelo menos mais seis técnicos”, advertiu a responsável da instituição, sublinhando que a base de dados também não ajuda, porque não é automatizada.

A falha constante de energia elétrica é outro problema com que se deparam os técnicos do laboratório, que também tem falta de combustível para manter o gerador de emergência em funcionamento.

A outra dor de cabeça é o lixo que tem que ser incinerado, mas, segundo Neto, “com a falha de energia a incineradora não funciona.

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