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Líderes africanos procuram caminhos para a recuperação do continente


PR de Cabo Verde, José Maria Neves, na abertura da II Conferência Económica Africana, Sal, 2 de Dezembro de 2021

Presidente de Cabo Verde pede renegociação e moratória da dívida dos países africanos na abertura da II Conferência Económica Africana

Dirigentes políticos africanos, empresários, técnicos e membros da sociedade civil estão reunidos de hoje, 2, até sábado, 4, na ilha do Sal, em Cabo Verde, para discutir e procurar mecanismos de financiamento para programas de desenvolvimento de África.

É a II Conferência Económica Africana na qual participam também representantes das Nações Unidas, do Banco Africano de Desenvolvimento, e do Banco Mundial.

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A Coordenadora residente da ONU na Praia, Ana Graça diz esperar que os países do continente possam apresentar "ideias sustentadas para abrir caminhos concretos que os levem a conseguir os meios necessários para alavancar as economias locais no período pós-pandemia".

Perante os enormes desafios e numa altura em que os países se debatem com sérias dificuldades financeiras devido à redução das receitas fiscais, remessas dos emigrantes, entre outras, é preciso que a África consiga financiamentos visando o relançamento económico e a aceleração do processo de desenvolvimento.

"É preciso encontrarem soluções efectivamente disponíveis para que os países africanos possam melhor sair desta situação em se encontram porque as despesas que foram feitas em virtude da pandemia da Covid-19 levaram a uma situação económica fiscal muito grave, portanto, toda a questão das renegociações, das moratórias, troca de dívidas em projectos sociais e climáticos devem ser debatidas e se ampliar fontes de financiamento paraa economia, inclusão e desenvolvimento", diz Ana Graça.

Na abertura da reunião, o Presidente da República de Cabo Verde defendeu ser urgente "a renegociação e, em muitos casos, o perdão parcial e o alargamento da moratória no pagamento da dívida africana, até pelo menos 2022, em troca de investimentos".

José Maria Neves disse esperar que do encontro saiam soluções inovadoras para o futuro do continente.

" A África está sobreendividadae e precisa de um volume avultado de recursos para fazer face aos desafios do presente, estamos a falar na possibilidade na extensão da moratória da dívida para que o serviço da mesmapossa ser canalizado para investimentos na educação, na saúde na protecção social e estamos a falar na criação de condições para que o continentetenha acesso a recursos para ganhar dinâmica de crescimento e competitividade e atingir os objectivos de desenvolvimento sustentável", defendeu o Chefe de Estado cabo-verdiano.

Neves também realçou ser "urgente" repensar o modelo de financiamento do desenvolvimento para África, orientado para a concretização dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) e das aspirações da Agenda 2063.

A entrada em operação efectiva da Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) é uma "excelente oportunidade" de reforço e consolidação da integração continental, concluiu o Presidente de Cabo Verde.

Com o lema "Financiar o desenvolvimento de África no pós-Covid-19", a segunda edição da Conferência Económica Africana, que termina no sábado, 4, é organizada pela Comissão Económica das Nações Unidas para África, Banco Africano de Desenvolvimento e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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