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Líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo recusa diálogo com o partido


Mariano Nhongo

O líder da autoproclamada Junta Militar da Renamo rejeita a mediação do Conselho Cristão de Moçambique (CCM) de um diálogo com a direção do partido e afirma estar apenas aberto a negociar com o Governo.

Mariano Nhongo disse à VOA nesta sexta-feira, 28, que o grupo já enviou a carta de reivindicações ao Governo, ainda sem resposta, para renegociar a desmobilização, desarmamento e reintegração social, devido à "falta de honestidade no processo conduzido pelo governo e Ossufo Momade, presidente da Renamo".

“Eu rejeitei os cristãos (Conselho Cristão de Moçambique) andarem a buscar-me para negociarmos. O que vou negociar com eles se já mandei o documento (carta de reivindicação) ao Governo?”, questionou Nhongo por telefone.

“Teria dificuldades de ser mediado com as igrejas”, acrescentou.

O líder da facção militar da Renamo disse que o grupo é fruto da desonestidade no cumprimento dos consensos entre o líder histórico, Afonso Dhlakama, e o Governo sobre o enquadramento do braço militar do maior partido da oposição nas forças estatais.

“A Renamo está armada nas matas e não sabemos o nosso futuro. Até quando seremos enganados?”, concluiu.

Na quarta-feira, 24, o Conselho Cristão de Moçambique em Sofala, manifestou a sua disponibilidade para mediar a crise entre a liderança da Renamo e a autoproclamada Junta Militar.

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