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Kwanza Sul: Moradores dizem que ajuda do Governo não chega e falta tudo


Sumbe, Kwanza Sul

Cidadãos em diversas cidades e municípios da província angolana do Kwanza Sul lamentam que, no início do segundo período do estado de emergência, que criou uma difícil situação a muitos deles, sem meios de subsistência, as ajudas do Estado não chegam e as dificuldades aumentam a cada dia.

“Em casa não há nada, o banco não está funcionar bem. Venha amanhã, dizem, cinco dias, seis dias, e nada. Como é que vamos viver aqui? Mesmo se eu chegar aqui cinco horas antes da abertura do banco, os familiares dos trabalhadores entram e eu fico porque não tenho família no banco. Estamos a sofrer”, lamenta um cidadão.

Outro, ao lado, reforça, que “atendem apenas os que têm muito dinheiro, até pelo telefone, aqui a corrupção mata tudo”.

O aumento dos preços dos produtos de primeira necessidade é outro quebra-cabeças para os residentes do Sumbe.

“As coisas aqui subiram, o saco de arroz está a 13 mil e 500, o saco de fuba estava a 8 mil, agora está a 10 mil e 300”, relata uma entrevistado, enquanto outro acrescenta haver falta de gás de cozinha, “o que obriga as pessoas a se aglomerarem para conseguir uma garrafa”.

A falta de alimentos leva as pessoas à ruas, o que facilita a transmissão do novo coronavírus, apesar da atuação das forças da ordem.

Fontes da VOA dizem que, na localidade de Cariango, no município da Kibala, as pessoas estão confinadas às suas propriedades, mas quando querem levar os seus produtos à cidade, são agredidos por elementos das Forças Armadas Angolanas (FAA) e agentes da Polícia Nacional (PN), que os obrigam a regressar às suas lavras.

Esta situação está a criar um mal-estar no seio dos residentes que anteveem confrontos com as FAA e PN.

A VOA tentou sem sucesso contactar o administrador local Isaías Bumba Luciano.

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