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Justiça americana acusa seis integrantes da agência de inteligência russa de ciberataques


Sede da agência dos serviços de inteligência da Rússia

Entre os ataques estão os protagonizados contra os computadores do Partido Demcorata em 2016

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou formalmente a seis membros da agência de inteligência militar russa GRU por ataques cibernéticos globais, incluindo contra a rede elétrica da Ucrânia, as eleições na França em 2017 e os Jogos Olímpicos de Inverno em 2018.

O procurador-geral adjunto John Demers disse que esses ataques cibernéticos são os "mais destrutivos e preocupantes atribuídos a um só grupo".

A campanha, que decorrer de 2015 a 2020, foi a "mais perturbadora e destrutiva" realizada por um único grupo de intrusos cibernéticos.

O Departamento de Justiça acrescentou que os agentes "envolveram-se em invasões de computador e ataques destinados a apoiar os esforços do Governo russo para minar, retaliar ou desestabilizar" entidades e instituições considerads anti-Moscovo.

A mesma unidade, conhecida pelos pesquisadores de segurança cibernética como a equipa "Sandworm", esteve alegadamente por trás dos ataques contra computadores do Partido Democrática durante a campanha eleitoral de 2016.

Os seis integrantes da GRU também foram acusados de organizar um ataque cibernético denominado NotPetya, que em junho de 2017 infectou computadores de empresas de todo o mundo e provocou perdas de quase mil milhões de dólaresbilhão.

Os ataques tinham como alvo questões estratégicas ou políticas sobre a Rússia e outros países, como a Ucrânia, que teve a rede elétrica ameaçada.

Na França, o então candidato presidencial Emmanuel Macron, posteriormente eleito, também sofreu ataques devido às suas posições mais contundentes pró-União Europeia e críticas ao Governo russo.

Os organizadores dos Jogos Olímpicos também sofreram ataques depois do afastamento dos atletas russos, envolvidos num esquema de doping com o apoio do Governo.

A propósito, o Escritório de Relações Exteriores do Reino Unido disse nesta segunda-feira, 19, que a GRU tentou atingir a organização dos Jogos de Tóquio, adiados para o ano que vem.

Nenhum dos seis acusados está detido e é improvável que haja prisões, uma vez que eles não se encontram nos Estados Unidos.

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