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Juíza avança com caso contra Marques e Brás sem presença do acusador


João Maria de Sousa não comparece ao tribunal

Antigo PGR alegou ida a Portugal para consulta médica de rotina

O Tribunal Provincial de Luanda decidiu continuar o julgamento dos jornalistas angolanos Rafael Marques e Mariano Bras, acusados pelo antigo Procurador Geral da República (PGR) de injúria e ultraje a um orgão de soberania, mesmo sem a presença de João Maria de Sousa, que deveria ser ouvido na sede da procuradoria Geral da Republica nesta terça-feira, 24.

A juíza Josina Ferreira Falcão decidiu dispensar o interrogatório ao antigo PGR, João Maria de Sousa.

O advogado de Sousa apresentou na sexta-feira, 21, um requerimento alegando que João Maria de Sousa ia a Portugal para consultas médicas de rotina, o que, para os advogados de defesa, é uma falta de respeito pelo tribunal.

Horácio Junjuvili, advogado de Rafael Marques, mostra-se expectante com o andamento do julgamento.

“Vamos ver amanhã depois de ouvirmos os outros declarantes, o que vai dar mas nos estamos calmos”, alegou Junjuvili, que estranha o facto de os advogados de Sousa ter alegado que a ida a Portugal estava prevista desde Dezembro, “quando na semana passada a outra parte aceitou que iria ser ouvida hoje”.

O processo em causa está relacionado com a publicação de um artigo em Outubro de 2016 no portal Maka Angola, no qual Rafael Marques denunciou um negócio alegadamente ilícito, na forja por João Maria de Sousa, envolvendo um terreno de três hectares em Porto Amboim, província do Cuanza Sul, para a construção de um condomínio residencial.

O artigo foi republicado pelo jornal O Crime, dirigido por Mariano Brás que também responde em tribunal.

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