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Jovens ‘’revus’’ vão às ruas de Benguela contra o desemprego em Angola


Revús manifestam-se em Benguela

Aumentam o debate e exemplos de carência enquanto se prepara a manifestação do dia 21

A duas semanas de uma manifestação contra o desemprego em Angola, no dia 21, com o auto-denominado Movimento Revolucionário a criticar o que chama de falta de objectividade nas políticas públicas, dois jovens apresentam o essencial de uma aventura que os conduziu a um posto de trabalho longe das suas províncias, onde passam por muitas dificuldades.

Nova manifestação programada para Benguela - 1:32
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Eles dizem que a carência em termos de oferta de emprego determinou a correria para Benguela, província a preparar uma manifestação que se quer nacional e capaz de alertar as autoridades angolanas para as consequências sociais do desemprego.

Em Benguela, o jornalista William Tonnet tocou no tema em mais uma edição das ‘’Quintas de Debates", da OMUNGA.

De Luanda a Benguela à procura do primeiro emprego, ainda que sem familiares e uma base na terra que os acolhe, Jorge e Celestino – nomes fictícios por móvitos de segurança - dizem que tiveram de consentir a falta de um contrato de trabalho e o salário que consideram miserável.

São depoimentos de um segurança e um cozinheiro.

‘’Eu, neste caso, sou vigilante, trabalho na fiscalização, observando os que entram e os que saem, estou na área da revista’’, sustenta o primeiro, ao passo que o outro avança que ‘’a solução é trabalhar na cozinha do chinês, ajudo o chinês a cozinha’’.

Não será tanto por isso que o auto-denominado Movimento Revolucionário sai às ruas no próximo dia 21, mas sobretudo pelas consequências que resultam da existência de milhares de jovens sem ocupação, conforme explica o activista Prata Cumi, numa declaração à Rádio Ecclésia de Benguela.

‘’Tem como objectivo pressionar o Governo angolano a criar condições para que os angolanos, jovens fundamentalmente, encontrem no país oportunidades de auto-realização material, mediante um trabalho digno e justamente remunerado. Aliás, são muitos os riscos quando a maior força produtiva não está no mercado de trabalho. São jovens em drogas e outras práticas ilícitas, chegando alguns, nas paragens dos táxis, a assaltar pessoas’’, salienta o activista.

O índice de desemprego na perspectiva da falta de investimentos foi, aliás, um assunto levantado por activistas que participaram nesta quinta-feira, 5, num debate sobre a avaliação do desempenho do Presidente da República à luz do seu discurso.

O jornalista William Tonet, director do jornal ‘’Folha 8’’, foi o convidado a OMUNGA, entidade promotora do espaço ‘’Quintas de Debates’’.

À frente de um Governo que se propõe criar mais de 500 mil postos de trabalho até 2022, altura em que termina a legislatura, o Presidente da República, João Lourenço, reforçou no Parlamento Europeu ontem a ideia de que os recursos que regressarem no quadro da lei de repatriamento de capitais vão alavancar e economia e criar empregos.

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