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Jornalistas impedidos de cobrirem julgamento de funcionários do tribunal de Benguela


Decisão do juiz surpreende até o representante do Ministério Público

Vários jornalistas foram impedidos de cobrir o início do julgamento, nesta quarta-feira, 16, de cinco funcionários do Tribunal de Comarca de Benguela, acusados de peculato, falsificação de documentos e associação criminosa.

Foram travados à porta do Tribunal de Comarca de Benguela jornalistas da VOA, TPA, TV Zimbo e jornal o País.

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), Teixeira Cândido, disse que os casos em que jornalistas não podem fazer a cobertura de julgamento são muito restritos

‘’Só não são públicos estritamente nos termos do que diz a lei, quando se quer proteger a vítima, por exemplo uma criança violada”, disse.

“Regra geral os julgamentos devem ser públicos’’, sublinhou o sindicalista.

O sub-procurador-geral da República Titular de Benguela, Herculano Chilanda, disse não ter presenciado o que aconteceu e afirmou que essa decisão “compete ao juiz”.

‘‘Não presenciei, não posso comentar. Isto compete ao juiz, mas a audiência é pública, a imprensa e todos os interessados devem acompanhar”, disse.

Chilanda confirmou que os réus efectuaram desvios de fundos pertença do tribunal.

Anteriormente a VOA tinha anunciado que, os réus terão subtraído das contas do Tribunal mais de cinco milhões de Kwanzas mediante um esquema em que se faziam passar por arguidos, tendo requerido e levantado dinheiro de cauções.

Suspensos das suas actividades, os funcionários judiciais são suspeitos de desvio de verbas relativas a cauções de crimes amnistiados e de processos findos.

Uma das fontes avançou que o desconhecimento da Lei da Amnistia facilitou a fraude, com o quinteto acusado de cobrar a familiares pela libertação de cidadãos já amnistiados.

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