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Jornalistas angolanos esperam posicionamentos mais fortes do líder reeleito do sindicato da classe


Novos eleitos para o Sindicato de Jornalistas Angolanos, 28 de Agosto de 2021

Secretário-geral Teixeira Cândido promete publicar relatório anual sobre a liberdade da imprensa no país

Os jornalistas angolanos deram um novo voto de confiança a Teixeira Cândido para mais um mandato à frente do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) e dizem-se expectantes, enquanto aguardam posições mais fortes em relação à perseguição de que alguns profissionais de comunicação são alvo.

O que esperam os jornalistas angolanos dos novos dirigentes sindicais – 1:50
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O secretário-geral, reeleito no sábado, 28 de Agosto, para um segundo mandato, diz que vai lutar para a valorização da classe e condena desde já a quantidade de processos-crimes contra os jornalistas que para ele inibe o exercício da profissão.

Mais de 10 jornalistas foram intimados pela Procuradoria Geral da República e pelo Serviço de Investigação Criminal e acusados de crimes de imprensa.

O caso mais recente é de Oscar Tito, jornalista da rádio Ecclésia na província do Cuanza Sul, arrolado no caso que envolve uma reportagem sobre a demissão do antigo presidente da Comissão Provincial Eleitoral naquela província, Morais António.

Mariano Brás, jornalista e director do Jornal O Crime, que enfrenta igualmente um processo judicial, felicita Teixeira Cândido e apela a uma maior defesa do SJA aos jornais privados.

“Junto do Governo, o sindicato deve criar uma política para facilitar o exercício desses órgãos”, afirma Brás, que diz também ser necessário uma maior defesa dos jornalistas que estão sobre pressão judicial.

Lucas Pedro, outro jornalista que enfrenta um processo na justiça, afirma que a criminalização da actividade jornalística exige mais denúncias contra as violações e abusos de imprensa.

“Cuartar o exercício dos jornalistas também afecta a Constituição da República de Angola”, sublinha Lucas Pedro.

Para Capita Inga, jornalista da televisão comunitária TV Zinga, também arguido, que sentiu abandonado pelo SJA, apela a uma melhor representatividade da classe.

“Teixeira não acompanhou o meu processo e eu me senti excluído do sindicato”, lamenta.

Por seu lado o líder sindical e profissional do Jornal de Angola Teixeira Cândido condena o elevado número de processos contra os profissionais e diz que “de certo modo, pode inibir o exercício da liberdade de imprensa”.

Ele promete bater-se pela valorização dos profissionais.

“As empresas de comunicação social não têm carreiras profissionais, os jornalistas não fazem carreiras profissionais, o que tem-se reflectido na vida dos jornalistas”, lembra o líder da SJA, que promete publicar anualmente um relatório sobre a situação da liberdade de imprensa no país.

Teixeira Cândido, que concorreu sozinho à sua própria sucessão, tem neste segundo mandato como secretária-adjunta Suzana Mendes, Faustino Henrique, secretário para as Relações Internacionais, e Walter dos Reis, secretário para as Finanças.

Os conselhos Fiscal e Deontológico são presididos por Margarida Osvalda e Stela Silveira, respectivamente, enquanto a Mesa da Assembleia é presidida por António Félix, que tem Fonseca Bengui como vice-presidente e Elsa Alexandre no cargo de secretária.

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