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Jornalista cabo-verdiano Eugénio Teixeira marca 30 anos de carreira


Eugénio Teixeira, jornalista, correspondente da VOA, Cabo Verde

"A Minha Caminhada Enquanto Repórter Desportivo” narra uma vida nas cabines, estúdios e viagens

O jornalista cabo-verdiano Eugénio Teixeira lançou recentemente “A Minha Caminhada Enquanto Repórter Desportivo”, um magazine no qual descreve os seus 30 anos de carreira.

Nome de referência da locução desportiva nas últimas três décadas no país, aquele jornalista da Rádiotelevisão Cabo-Verdiana narra nas 44 págins as suas viagens ao exterior, com destaque para a participação no Campeonato da África das Nações em 2013 na África do Sul, em que acompanhou a estreia da selecção cabo-verdiana nessas andanças, a conquista da primeira medalha de ouro para o país e, entre várias outras situações, as peripécias vividas como o golpe de Estado em Abidjan em 2002, quando regressava da cobertura de um jogo na Mauritânea.

Com muitas fotos e depoimentos de colegas que dividiram as cabines de locução, estúdios e viagens, Teixeira lembra provas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, das competições africanas de clubes, mas também de outras modalidades, como basquetebol e atletismo.

Capa do magazine de Eugénio Teixeira, "A minha carreira como repórter desprotivo"
Capa do magazine de Eugénio Teixeira, "A minha carreira como repórter desprotivo"

O magazine também destaca os vários galardões que recebeu, como o Prémio Nacional de Jornalista Desportivo do Ano atribuído pela Direcção Geral dos Desportos após votação das Federações, em 2006, 2008 e 2011, Melhor Jornalista Desportivo atribuído pela Câmara da Praia, em 2011, 2013 e 2014.

Natural de São Tomé e Príncipe e enfermeiro no início da sua vida profissional, Eugénio Teixeira descreve desta forma a sua entrada para o mundo da comunicação desportiva.

“O meu gosto pelas questões radiofónicas, sobretudo repórter desportivo com incidência para relator de futebol começou muito cedo, desde garoto em São Tomé e Príncipe onde nasci. Ouvia muito, as tardes, noites desportivas da Rádio nacional da STP, RDP Antena -1, assim como escutava as emissoras internacionais como a Voz da América. Na Roça Rio D´Ouro, hoje Agostinho Neto onde eu morava, os miúdos faziam jogos de futebol, tendo eu no inicio dado uns toques, mas cedo percebi que o meu forte, a minha paixão era outra. Um belo dia resolvi improvisar um micro e comecei a fazer relato, tendo os colegas miúdos e adultos gostado da experiência. A partir desse dia, disseram que eu seria o relator de serviço dos jogos entre equipas das sanzalas de baixo e sanzalas de cima e filhos de cabo-verdianos contra filhos de tonga de ascendência angolana.

Já em Cabo Verde, no cumprimento do serviço militar em Morro Branco, na ilha de São Vicente, dentro do quadro desportivo faziam-se jogos de futebol e eu voltei a improvisar o relato de futebol. Os chefes viram e pediram para relatar os jogos com o recurso a um megafone. Já na Praia no quartel em Achada Eugénio Lima também fiz uns relatos dos jogos das equipas militares. O meu primeiro contacto com a Rádio Nacional de Cabo Verde (RNCV) aconteceu em 1987 quando ouvi um anúncio radiofónico a solicitar a comparência de jovens com apetência para relatar jogos de futebol”.

Entre 2001 e julho de 2014, foi editor/chefe do Núcleo Desportivo da Rádio Nacional de Cabo Verde, fez programas e coberturas na Televisão de Cabo Verde, além de ter participado na formação dos novos locutores do país.

Eugénio Teixeira é correspondente da VOA em Cabo Verde desde 2005.

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