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Jornalista desaparecido no Mali depois de organizar conferência de imprensa para pedir libertação de colega


O jornalista Aliou Touré desapareceu no Mali após uma conferência de imprensa que ele ajudou a organizar para pedir a libertação de um colega detido, informou o Colectivo para o Desenvolvimento da República (CDR)

Touré exerce as funções de secretário do Colectivo, que disse estar "sem notícias do nosso secretário administrativo" desde a noite de quinta-feira, 6.

Em comunicado, o CDR afirmou que depois da conferência de imprensa, "Aliou Toure não foi visto pela família, nem por pessoas próximas, e muito menos por seus colegas".

"Todas as tentativas de contactá-lo através dos nossos canais habituais foram em vão”, completa a nota.

A "Maison de la presse" , ou Casa da Imprensa em Português, que defende os trabalhadores da comunicação social, também manifestou "preocupação" e exortou as autoridades "a fazerem tudo para o encontrar são e salvo".

Aliou Toure ajudou a organizar a conferência de imprensa para exigir a libertação de Mohamed Youssouf Bathily, também conhecido como Ras Bath, uma figura importante do CDR, detido a 13 de Março após alegar que o ex-primeiro-ministro Soumeylou Boubeye Maiga, que morreu na prisão há um ano, foi "assassinado".

Maiga foi primeiro-ministro de 2017 a 2019, sob a Presidência de Ibrahim Boubacar Keita, deposto por um golpe militar de Agosto de 2020 por oficiais que integram a Junta que dirige o país.

Aliou Toure assumiu o programa de rádio de Ras Bath na Renouveau FM.

Nesta semana, a organização Repórteres sem Fronteiras (RSF) alertou que é cada cada vez mais difícil trabalhar como jornalista no país, que se encontra no meio de grupos armados, violência jihadista e pressão das autoridades e do regime militar.

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