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Joe Biden reforça segurança de Israel em visita à Arábia Saudita e diz que haverá resposta a outro caso "Khashoggi"


Presidente americano, Joe Biden, cumprimenta o príncipe herdeiro da saudita, Mohammed bin Salman, à chegada a Jeddah, na Arábia Saudita, 15 Julho 2022
Presidente americano, Joe Biden, cumprimenta o príncipe herdeiro da saudita, Mohammed bin Salman, à chegada a Jeddah, na Arábia Saudita, 15 Julho 2022

Presidente americano diz que não pediu aumento da produção do petróleo

O Presidente americano encontrou-se nesta sexta-feira, 15, em Jeddah, com o rei saudita Salman e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, tendo no topo da agenda o reforço da segurança de Israel contra a ameaça do Irão e a influência dos EUA no Médio Oriente.

"Não vamos deixar um vazio no Médio Oriente para a Rússia ou a China preencherem", disse Biden a repórteres após seu encontro com os sauditas, acrescentando que “estamos a conseguir resultados".

O Presidente Biden classificou de algo muito bom, “um grande negócio”, a abertura do espaço aéreo saudita, que permite voos de e para Israel.

"Não apenas simbolicamente, mas substancialmente, é um grande negócio", disse Biden, que afirmou esperar que a medida leve a uma normalização mais ampla das relações entre Israel e Arábia Saudita, que neste momento não se reconhecem um ao outro.

O Presidente americano mostrou também a sua satisfação com a relativa calma no Iémen, e reiterou que “discutimos as necessidades de segurança da Arábia Saudita para defender o reino, dadas as ameaças muito reais do Irão”.

Biden também anunciou a retirada das forças de paz multinacionais da Ilha Tiran, no Mar Vermelho, devolvendo o efectivo controlo à Arábia Saudita, num acordo que Washington facilitou entre Arábia Saudita, Egipto e Israel.

Sem negócio de petróleo

Apontado inicialmente como principal ponto da agenda por observadores, não houve qualquer acordo para reduzir o preço do petróleo, pelo menos segundo Biden, que disse apenas ter mantido uma "boa discussão" sobre a garantia de suprimentos adequados de petróleo para apoiar o crescimento económico global.

Viagem de Biden ao Médio Oriente inclui voo direto Israel-Arábia Saudita
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"Estou a fazer todo o possível para aumentar a oferta para os Estados Unidos da América, o que espero aconteça", rematou Joe Biden, cujos assessores adiantaram que nenhum detalhe será anunciado até as reuniões do próximo mês da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e mais 10 produtores de petróleo, incluindo a Rússia.

"Não acho que se deva esperar um anúncio específico aqui bilateralmente porque acreditamos que qualquer acção adicional tomada para garantir que haja energia suficiente para proteger a saúde da economia global será feita no contexto da Opep", adiantou Jake Sullivan, conselheiro de Segurança Nacional, no voo a caminho de Jeddah.

O Presidente americano anunciou iniciativas a serem desenvolvidas por Washington e Riad em áreas como tecnologia 5G, transição para energia renovável e limpa, segurança cibernética e exploração espacial.

Direitos humanos

A grande expectativa em torno do encontro entre Joe Biden e o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman radicvaa em se o Presidente americano ia referir-se ao assassinato do jornalista residente nos EUA Jamal Khashoggi, que a segurança americana concluiu ter sido a mando do homem-forte da Arábia Sautida.

Biden, que durante a campanha presidencial disse que o reino deveria ser tratado como um pária, garantiu a repórteres que deixou seus pontos de vista sobre direitos humanos e o assassinato de Khashoggi "como cristal" ao príncipe herdeiro, que por sua vez afirmou, segundo Biden, que "não ter sido pessoalmente responsável por isso".

"Eu indiquei que achava que sim", disse o Presidente, quem acrescentou: "O que ocorreu com Khashoggi foi escandaloso. Deixei claro que se voltar a ocorrer algo assim haverá uma resposta e muito mais".

O Presidente Joe Biden termina a sua viagem ao Médio Oriente neste sábado ao participar na na cimeira do GCC+3, em Jeddah, com membros do Conselho de Cooperação do Golfo (Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos) mais Egito, Iraque e Jordânia, onde ele apresentará sua visão para o envolvimento dos EUA na região.

Antes, ele visitou Israel e a Cisjordânia.

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