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Joe Biden garante que "nossa missão militar no Afeganistão será concluída a 31 de Agosto"


Presidente Joe Biden fala sobre a saída das tropas americanas do Afeganistão, Washington, 8 de Julho de 2021.

Presidente diz que o país tem de olhar para os próximos 20 anos e não para os últimos e rejeita fracasso da operação

O Presidente dos Estados Unidos confirmou que as tropas americanas deixarão o Afeganistão na data prevista e reiterou que o "o status quo não é uma opção".

"Nossa missão militar no Afeganistão será concluída em 31 de Agosto", anunciou Joe Biden, nesta quinta-feira, 8, pondo fim à guerra mais longa do país, que durou 20 anos.

Ao discursar na Casa Branca, o Presidente explicou que depois de gastar um trilhão de dólares em 20 anos e ver 2.400 militares americanos morrerem, “os Estados Unidos não podem permanecer amarrados a uma política definida há duas décadas, quando terroristas da Al Qaeda baseados no Afeganistão atacaram o país”.

Por agora, Biden disse que as prioridades dos Estados Unidos passam por preparar-se para a próxima pandemia, fortalecer os principais pontos fortes para competir economicamente com a China e enfrentar "a ameaça existencial da mudança climática".

"Seremos mais fortes ante nossos adversários e concorrentes alongo prazo se travarmos as batalhas dos próximos 20 anos, não dos últimos 20", acrescentou o Presidente num discurso transmitido pela televisão, ante um grupo de jornalistas na Sala Leste, depois do Conselho de Segurança ter fornecido os últimos detalhes a Biden e à vice-presidente Kamala Harris sobre os últimos acontecimentos no Afeganistão.

Joe Biden rejeitou a caracterização de que a comunidade de inteligência dos EUA havia concluído que, em seis meses, o Governo civil em Cabul poderia ser dominado pelo Taliban.

"Isso não é verdade", disse o Presidente.

Biden promete apoio

Por outro lado, Joe Biden reiterou o que disse aos líderes afegãos durante uma reunião na Casa Branca a 25 de Junho: o apoio dos EUA ao Afeganistão continuará apesar da retirada militar.

Ante a pergunta de um repórter se ele confiava no Taleban, que afirma respeitar os direitos humanos, Biden a princípio chamou a "pergunta leviada" antes de responder categoricamente "não".

Questionado pela VOA sobre o papel que a corrupção entre as autoridades afegãs desempenhou no fracasso da missão, Biden fez uma pausa antes de afirmar: "Em primeiro lugar, a missão não falhou, ainda."

O Presidente então acrescentou que, embora tenha havido corrupção no Afeganistão entre todas as partes, "a probabilidade de haver o Taleban invadindo tudo e possuindo todo o país é altamente improvável".

Republicano critica

Após o discurso de Biden, o principal republicano no Comité de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes disse que o Presidente falhou em dar garantias adequadas de planos suficientes para garantir a segurança dos diplomatas americanos em Cabul e dos seus parceiros no Afeganistão.

"O Presidente Biden ofereceu apenas mais promessas vazias e nenhum plano de acção detalhado", disse o representante Michael McCaul, do Texas.

"De forma chocante, ele até rejeitou as avaliações de sua própria comunidade de inteligência sobre a deterioração da situação de segurança no país. O tempo para banalidades e acusações acabou. O povo americano merece respostas e soluções concretas, não falsas esperanças”, concluiu o parlamentar da oposição.

Na terça-feira, 6, os militares americanso anunciaram que o processo de retirada estava concluído em mais de 90% concluído.

As tropas da NATO também seguriam o exemploe a maioria já deixou o país.

As forças do Taliban fizeram rápidos avanços territoriais no Afeganistão desde 1 de Maio, quando os Estados Unidos e os aliados da NATO começaram formalmente a retirar as suas últimas tropas do país.

Desde então, os insurgentes invadiram pelo menos 150 dos mais de 400 distritos do Afeganistão.

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