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Joe Biden defende seu projecto de infraestruturas e promete lutar até ao fim


Presidente Joe Biden fala com jornalistas, 2 de Outubro de 2021

Presidente americano confiante na aprovação do projecto central da sua agenda doméstica

O Presidente dos Estados Unidos prometeu neste sábado, 2, "trabalhar até ao fim" para conseguir a aprovação no Congresso do seu plano de infraestrutura e de um projecto de gastos sociais.

Ontem, Joe Biden visitou o Capitólio para tentar pôr fim à luta entre moderados e a ala esquerda do Partido Democrata, que ameaça colocar em risco os dois projectos de lei que constituem o núcleo central da agenda doméstica do Presidente.

Hoje, ele aceitou as críticas que lhe foram feitas por não ter feito tudo o que podia para conseguir mais apoios através de viagens pelo país.

No entanto, ele lembrou que houve motivos para tal, como a necessidade de continuar o esforço para a vacinação contra a Covid-19 e as respostas aos danos causados por furacões e tempestades.

"Não há nada nessas leis que seja radical, que seja irracional", disse Biden, prometendo que “vou tentar vender o que acho que o povo, o povo americano, vai comprar".

O Presidente revelou a sua confiança na aprovação dos dois proejctos, mas recusou colocar um prazo, como pediram os jornalistas, nomeadamente até o dia de Acção de Graças, que se celebra a 25 de Novembro.

"Acredito que posso fazer isso", respondeu, no entanto.

Luta entre democratas

Parlamentares democratas moderados defenderam nesta semana a votação do pacote de infraestruturas no valor de um trilhão de dólares na Câmara dos Representantes, depois da sua aprovação já garantida no Senado.

No entanto, a ala mais radical do partido exige a votação do projecto inicial, no valor de 3,5 trilhões de dólares que inclui gastos sociais e combate a mudanças climáticas.

Este último projecto não tem o apoio dos republicanos e muito dificilmente será aprovado no Senado.

Por outro lado, o Presidente disse esperar que os republicanos não obstruam no Senado os esforços para aumentar o tecto da dívida.

"Isso seria totalmente injusto", concluiu.

O Departamento do Tesouro estima que, até de 18 de Outubro, se o Congresso não aumentar o tecto da dívida, o país entra em défice, com consequências económicas potencialmente catastróficas.

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