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Joaquim Chissano defende continuação do processo de paz


Joaquim Chissano falou com Dhlakama há dois meses

Antigo Presidente moçambicano disse ter ficado chocado com a morte de Afonso Dhlakama, que queria unir-se à família

O antigo Presidente moçambicano Joaquim Chissano afirmou ter ficado chocado com a notícia da morte do líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e defende que o processo de paz deve continuar, apesar deste momento de tristeza.

Em declarações à Rádio Moçambique, Chissano, que assinou o Acordo de Paz de Roma, em 1992, com Dhlakama, defendeu a continuidade do processo de paz.

“Para Moçambique, não devia mudar a postura das pessoas no sentido de trabalharmos para a paz, e toda a gente da Renamo também não devia mudar da sua postura de trabalhar para a paz. É momento de tristeza para nós todos, porque era uma pessoa que tinha uma maneira de ver as coisas, mas que acredito que ele estava convencido de que tudo o que estava a fazer era para o bem de Moçambique ”, afirmou Chissano.

Queria unir-se à família

O antigo Presidente adiantou ter ficado chocado com a morte do líder da Renamo, com quem falou há cerca de dois meses por telefone.

“Telefonei para ele, para saber do estado da saúde dele. Tinha ouvido notícias de pessoas que viram a imagem dele na televisão, com um aspecto doentio e então quis saber a saúde dele. Ele disse-me que estava bom, muito bem só que estava triste por estar isolado lá no mato e que gostaria de sair dali antes de três meses para se juntar à família, porque há muito tempo que não vivia com a família”, concluiu Joaquim Chissano.

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