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João Lourenço convida críticos para o novel Conselho Económico e Social


Carlos Rosado de Carvalho, economista angolano, um dos convidados

O Presidente angolano João Lourenço convidou figuras contestatárias do seu Governo para integrarem um longa lista de membros do denominado Conselho Económico e Social (CES), criado por decreto presidencial publicado nesta semana no Diário da República.

A criação deste conselho foi descrita, na segunda-feira, 21, em comunicado, pela Casa Civil do Presidente da República, como visando dar “expressão e solidez ao princípio da “Presidência aberta”, adoptado por Lourenço desde o início do mandato, e “um novo espaço de diálogo com a sociedade”.

Entre as 45 figuras públicas convidadas para o novo órgão “autónomo que não integra a Administração Pública”, estão o jornalista Carlos Rosado de Carvalho, o economista e académico José Alves da Rocha, os ativistas sociais Carlos Cambuta e Sérgio Calundungo, o empresário Adérito Areias e ainda os economistas Laurinda Hoygaard e Yuri Quixina.

O jornalista Ilídio Manuel defende que estas personalidades não deviam aceitar serem aliciadas ao ponto de “perderem a sua postura crítica”.

Para aquele analista, “a criação deste conselho não deve ser apenas para meras formalidades”.

O jurista Pedro Capracata diz, entretanto, não ter duvidas que a integração no conselho destas figuras visa “domesticar os fazedores de opinião”, a favor do Governo e do seu Presidente e esvaziar o sentimentocrítico que tem sido expresso pela sociedade.

Posição diferente tem o jornalista e economista Carlos Rosado de Carvalho, quem garante que continuará a fazer o seu trabalho como até agora “com isenção, independência e rigor e sem nenhuma limitação”.

Convidados justificam presença

Por sua vez, o ativista social Carlos Cambuta esclarece ter aceite o convite “na perspetiva de que só tendo essa liberdade de expressão e de opinião é que será possível tornar aquele espaço mais produtivo”.

Acrescentou que "o país só sai a ganhar com críticas e o contraditório”.

O Palácio da Cidade Alta considera que o CES vai permitir que o Presidente possa receber contribuições da comunidade empresarial, das cooperativas, da comunidade científica e académica, das associações que se ocupam do desenvolvimento sócio-económico das mulheres e dos jovens.

Com a criação deste conselho, a Presidência da República procura, também, reforçar a materialização da agenda de inclusão social e reconhecimento da meritocracia, que está a ser desenvolvida pelo Executivo".

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