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Jacob Zuma declara-se inocente das acusações de fraude, corrupção e extorsão


Antigo Presidente sul-africano, Jacob Zuma, no Tribunal de Pietermaritzburg em Junho de 2020

Julgamento adiado há anos iniciou-se no tribunal de Pietermaritzburg, província do KwaZulu-Natal

O antigo Presidente sul-africano Jacob Zuma, declarou-se inocente nesta quarta-feira, 26, no início do julgamento de um caso de corrupção, em que é réu, e que remonta há mais de duas décadas.

O julgamento começou na capital da província do KwaZulu-Natal, Pietermaritzburg, e, aos 79 anos de idade, Zuma enfrenta 16 acusações de fraude, corrupção e extorsão relacionadas à compra, em 1999, de aviões de caça, barcos de patrulha e equipamento militar a cinco empresas europeias de armamento por quase cinco mil milhões de dólares.

O julgamento é considerado por muitos observadores sul-africanos como podendo ser o veredicto da história sobre a sua turbulenta Presidência.

Os procuradores tencionam convocar cerca de 200 testemunhas durante o julgamento que deve levar meses.

Na altura das acusações, Zuma era vice do Presidente Thabo Mbeki e foi acusado de aceitar subornos no total de quatro milhões de rands do gigante francês da defesa Thales, que também se declarou inocente das acusações de corrupção e branqueamento de capitais.

Segundo a acusação, os pagamentos foram feitos por Schabir Shaik, associado de Zuma, que integrou a direcção de empresas da Thales, criadas em 1996, na África do Sul.

Shaik era também acionista das empresas do grupo francês na África do Sul, Thomson Holdings e Thomson.

O Congresso Nacional Africano (ANC), partido no poder, forçou Zuma a demitir-se em 2018, após uma série crescente de escândalos.

Sob o seu mandato de nove anos, dizem os seus opositores, a corrupção e o compadrio floresceram e milhares de milhões de dólares em bens e negócios do Estado foram desviados.

O successor dele, Cyril Ramaphosa, prometeu erradicar a corrupção, mas enfrenta a resistência de figuras pró-Zuma que comandam o apoio das bases do ANC.

Hoje, vários líderes do partido próximos a Zuma e membros da Associação dos Antigos Combatentes 'Umkhonto we Sizwe' (MKMVA, na sigla em inglês), antigo braço armado do ANC, comparecerem ao tribunal em apoio ao antigo Presidente.

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