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Irregularidades nas eleições favoreceram a Frelimo, concluem observadores da União Europeia


As eleições moçambicanas foram marcadas por numerosas irregularidades e más práticas em todas as suas etapas - votação, contagem de votos e apuramento de resultados – diz o relatório da Missão de Observação da União Europeia.

No documento citado pelo Centro de Integridade Pública (CIP), a Missão diz que “as irregularidades incluíram a clara inflação do recenseamento eleitoral em Gaza e um recenseamento numericamente deficitário noutras províncias, restrições a uma observação independente por parte dos delegados da oposição e de reconhecidos grupos de observadores nacionais independentes."

Entre outras irregularidades, os observadores europeus detectaram o enchimento de urnas, votação múltipla organizada, invalidação intencional de votos da oposição e alteração dos resultados de mesas de votação com a adição fraudulenta de votos.

Tais irregularidades, diz a Missão, que foram vistas em todas as províncias com a cumplicidade das autoridades locais, Polícia e funcionários público, “contribuíram para um resultado eleitoral favorável a Frelimo”.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) é particularmente alvo de críticas dos observadores europeus , que afirmam que “não cumpriu prazos legais importantes e não ofereceu uma justificação razoável, ao mesmo tempo que exigia que outras partes cumprissem rigorosamente as disposições legais e prazos”.

Entre as críticas consta que os fundos do governo para campanhas foi distribuído 24 dias após o prazo legal e após o início da campanha; e as listas de candidatos foram divulgadas apenas uma semana antes da eleição.

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