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Irão anuncia detenção de "dezenas de espiões"


Hasan Rouhani, Presidente do Irão

Irão quer limitar o acesso de pessoas com dupla cidadania a postos oficiais

O ministro da Inteligência do Irão anunciou a detenção de "dezenas de espiões" e afirmou que o país deseja limitar o acesso de pessoas com dupla cidadania a postos oficiais.

"Nossos inimigos tentam obter informações sobre o nosso país financeiramente e por outros meios", afirmou o ministro Mahmud Alavi durante uma entrevista a um canal de televisão estatal.

"Actuam espiando e infiltrando-se. Felizmente, a unidade de contraespionagem é uma das mais fortes de nosso ministério", disse Alavi, que não informou o período em que aconteceram as detenções anunciadas.

O ministro também indicou que as autoridades iniciaram uma campanha para que as pessoas com dupla cidadania não permaneçam nos seus cargos oficiais.

"Se conhecem pessoas nesta situação, informem-nos sobre elas", pediu.

Alavi também afirmou que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) continua a ser uma ameaça para o Irão, país de maioria xiita. Os integrantes do EI, sunitas, consideram os muçulmanos xiitas hereges e já cometeram vários atentados contra eles.

O ministro iraniano afirmou que o país desmantelou no ano passado 230 "células terroristas".

"Conseguimos desbaratar ataques dirigidos contra universidades e contra o metro, mas não anunciamos muitas informações a respeito", disse.

O ministro destacou ainda a necessidade de lutar contra a corrupção no momento em que a moeda nacional regista uma desvalorização ante o dólar, devido sobretudo ao restabelecimento das sanções americanas. Além disso, a população suspeita que algumas autoridades pioram a situação com actos especulativos.

"Se queremos ter uma economia dinâmica, devemos lutar contra a corrupção económica", insistiu Alavi, que mencionou a detenção de 180 suspeitos.

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