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Insegurança leva a Total a retirar todo o pessoal do projecto de gás em Moçambique 


Palma, Cabo Delgado, Moçambique. March 24, 2021

PMA também suspendeu voos de ajuda humanitária

A Total, maior empresa francesa de energia, retirou todos os seus trabalhadores da sua unidade de gás natural em Afungi, no norte de Moçambique, reporta a Reuters citando duas fontes familiarizadas com a matéria.

A retirada é influenciada pelos confrontos entre os combatentes ligados ao Estado Islâmico e forças de defesa moçambicanas, em Palma, próximo de Afungi.

As duas fontes da Reuters disseram que a empresa decidiu retirar seus funcionários, quando os insurgentes pareciam se aproximar do local, mas não deram mais detalhes.

A Total, que, na semana passada cancelou a retomada da construção do seu empreendimento de 20 mil milhões de dólares, devido à violência, não quis comentar quando contactada pela Reuters.

Reporta-se que os insurgentes assumiram algumas posições militares moçambicanas, perto de Afungi, ao sul de Palma, na sexta-feira, e a situação ainda era altamente volátil, disse à Reuters outra fonte de segurança.

Por outro lado, o Programa Mundial da Alimentação (PMA) anunciou a suspensão temporária dos seus voos de evacuação de Palma, alegando a deterioração na situação de segurança.

As posições da Total e PMA surgem depois da autoridades de defesa terem, através da Rádio Moçambique, anunciado que Afungi estava fora do alcance dos insurgentes.

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