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Insegurança ameaça prospecção de gás na península de Afungi, apesar de garantias do governo moçambicano


Mapa Quissanga, Moçambique

O presidente do Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, Omar Mithá, diz que nenhuma empresa que opera na península de Afungi, em Cabo Delgado, apresentou a intenção de abandonar os projectos de prospecção de gás e petróleo devido à violência que se assiste naquele ponto do país.

Insegurança ameaça prospecção de gás na península de Afungi, apesar de garantias do governo moçambicano
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Tal posição surge depois de, na semana passada, a companhia canadiana Wentworth ter anunciado a suspensão da actividade de avaliação do potencial de gás numa concessão na Mocímboa da Praia, devido aos actos de violência, que nos últimos dias tem se registado na região.

"É típico de alarmes que depois vão exacerbar os níveis de risco político, para depois perturbar o curso normal do desenvolvimento de um grande projecto como este," diz o economista Mithá.

Mas a pesquisadora do Centro de Integridade Publica, Fátima Mimbire, diz que "o risco das empresas que operam na província de Cabo Delgado, particularmente ligadas à exploração de recursos minerais e hidrocarbonetos encerrarem as suas actividades é muito grande, particularmente porque não se conhece exactamente o mote desses ataques”.

Mimbire argumenta que “enquanto não houver clareza do que estes grupos reivindicam, é uma decisão acertada" suspender as actividades.

Na semana passada, a Embaixada dos Estados Unidos em Maputo pediu aos cidadãos americanos para se retirarem de Palma, Cabo Delgado, por estar informada de iminentes ataques.

As autoridades moçambicanas anunciaram o início, na cidade de Pemba, do processo de produção de prova para o julgamento de mais de uma centena de indivíduos detidos em conexão com os ataques ocorridos em aldeias de Mocímboa da Praia e Palma, em Outubro de 2017.

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