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Industriais angolanos pedem medidas concretas para tirar sector da crise


Há empresários que ameaçam fechar empresas

Empresários do sector da indústria na província angolana da Huíla pedem acções concretas do Governo e de outros actores, como os bancos.

José Dias empresário do ramo das rochas ornamentais, olha para a política bancária e critica medidas que visam a protecção da produção nacional.

“Eu falei com um fornecedor, entregou-me um contentor de granalha que é um produto que a gente usa a crédito e o banco levou quatro meses e meio a pagar este crédito. A mim já me disseram que o que você quer importar não é matéria-prima, portanto não tem prioridade. Tenho 94 trabalhadores se não haver nenhuma coisa nova, em Janeiro ponho 94 trabalhadores na rua e fecho a empresa”, revela Dias.

Num fórum que serviu de reflexão a volta do sector da industrial, Teresa Almeida alertou que é preciso salvar a indústria, que nos últimos tempos tem sobrevivido de milagres.

“Nós precisamos de ajuda. Os industriais têm feito grandes milagres para mantermos as nossas portas abertas. O segredo de nós mudarmos está na agricultura está na indústria”, defende Almeida.

Por seu turno, o presidente da Associação Industrial de Angola, AIA) José Severino, é de opinião que o sector precisa organizar-se para abastecer em alguns bens os órgãos de defesa e segurança, “o que passa pela criação de consórcios”.

Para o Governo, a aposta na produção nacional é irreversível.

“Por mais que a gente queira, nós não temos outro caminho. Hoje investir aumentar a produção nacional é um caminho irreversível por força das circunstâncias em que nos encontramos. É verdade que vivemos bons momentos da nossa economia em que poderíamos estar melhor alinhados e hoje esse sufoco que vivemos não estaria no nível em que se encontra”, garante o director do Instituto de Desenvolvimento Industrial, Adérito Van-Dúnen.

A província da Huíla foi no passado o segundo maior parque industrial de Angola, a seguir a Luanda.

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