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Igrejas angolanas advertem para fiéis não serem instrumentos dos partidos


Sé Catedral de Benguela

A três meses das eleições gerais, as Igrejas Católica e Evangélica dos Irmãos em Angola alertam que os seus fiéis não devem ser transformados em instrumentos de mobilização e propaganda partidária para o pleito.

Igrejas avisam que prelados na se evem intrometer na política - 2:05
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São posições vincadas depois de um líder religioso ter afirmado, na província do Zaire, há três dias, que via em João Lourenço, Presidente da República e do MPLA, a representação de Deus na terra.

Estas declarações, virais nas redes sociais, deram lugar a um debate sobre a posição da igreja face às eleições previstas para Agosto, numa altura em que políticos de vários partidos acorrem à procura de apoio a denominações religiosas como não acontecia fora do ambiente eleitoral.

À VOA, o Pastor Henrique Xamuzembela, secretário provincial de Benguela da Igreja Evangélica dos Irmãos em Angola, antevê mais visitas até às eleições, mas deixa um aviso aos fiéis.

“Enquanto os políticos procuram sensibilizar, cada um a seu nível, para o alcance do voto, nós pedimos aos fiéis que oremos para que este acto corra com irmandade”, assinala o Pastor, acrescentando que “temos apelado que os fiéis, independentemente de serem cristãos, são cidadãos, mas deve haver cuidados para não demonstrarem sentimento pelo partido A ou B”.

Na Igreja Católica, o Bispo Auxiliar da Diocese de Benguela, Dom Estevão Binga, refere que muitos pronunciamentos sobre a tendência de voto podem dividir a comunidade cristã.

“Os padres, a Promaica (Promoção da Mulher na Igreja Católica) e todo o cristão … os jovens escuteiros têm de saber intervir, não misturar, nem confundir”, disse.

“Não se deve dizer que vamos votar neste, isso está a dividir, temos de evitar na nossa vida cristã fazer coisas que só entristecem os outros”, assinala o prelado católico.

Em resposta ao líder religioso que o abordou no Zaire, salientando que era o “pastor dos pastores em Angola”, João Lourenço respondeu, irónico, que não pretendia desempregar ninguém e que preferia estar somente na política para ajudar a fazer crescer o país.

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