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Huíla: Vendedores queixam-se de perseguições na Operaçao Resgate


As autoridades na província angolana da Huíla informaram que vão continuar a fazer respeitar as leis ao abrigo da Operação Resgate, apesar de queixas de vendedores que as autoridades estão a abusar do seu mandato.

Eles acusam a Polícia Nacional e os fiscais da administração municipal do Lubango de se excederem na sua actuação.

Vendedores no Lubango queixam-se da Operaçao Resgate - 2:07
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Para além da actuação que consideram de musculada, os vendedores acusam mesmo os agentes do Estado de, em alguns casos, se apossarem dos seus negócios.

O assunto juntou recentemente os também conhecidos zungueiros e as autoridades administrativas do Lubango, no qual os primeiros aproveitaram para desabafar o seu descontentamento.

Um dos vendedores, João Katchindele, disse que aquando do inicio da operação o comandante geral da polícia tinha afirmado que ninguém iria “proibir a população de deixar de ser ambulante”.

“A minha pergunta é a seguinte: Será que essa pronúncia só vale para Luanda ou em todas as províncias?” interrogou.

A vendedora Joana Luzia quexou-se da perseguição de polícias que se querem apoderar da fruta que vende.

“Eu tenho dois filhos, o meu marido abandonou-me há muito tempo se eu ficar em casa a roubar vou para a prisão”, sustentou.

O administrador municipal do Lubango, Armando Vieira, garante que está determinado a pôr fim à venda desordenada, mas aconselhou a população a denunciar os excessos.

“Todo o fiscal que enveredar por esse comportamento quero deixar já aqui de forma clara que o cidadão deve denunciar”, afirmou.

Entretanto, a coordenação provincial da Operação Resgate na Huíla, faz balanço positivo das acções desenvolvidas ao fim de dois meses.

O encerramento de mais de 30 contentores de venda de assessórios de viaturas com origem duvidosa e mais de 30 igrejas tidas como ilegais para além de mais de 240 detenções são alguns números da operação.

Manuel Halaiwa, do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério do Interior na Huíla, diz que as autoridades têm aconselhado a população para o cumprimento das posturas administrativas, sendo que os faltosos "vão sentir a mão pesada dos fiscais da administração e da Polícia Nacional”.

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