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Huíla: SINPROF quer demissão de directores de escolas sem mandato


Responsável reconhece falhas no sistema

O Sindicato Nacional de Professores na província angolana da Huíla criticou asperamente a permanência à frente das escolas de directores, cujos mandatos expiraram há vários anos.

Com efeito vários directores e coordenadores de escolas públicas na Huíla estão a exercer os seus mandatos que contudo terminaram em alguns casos há seis anos.

Huíla: Administradores de escolas sem mandato - 1:44
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O primeiro grupo de responsáveis nomeados data de 2006 e de lá para cá mantêm-se nos cargos, ao arrepio dos regulamentos do sector que estipulam um mandato de três anos renováveis apenas por uma vez.

As nomeações há cerca de 12 anos de directores e coordenadores de escolas públicas expiraram há muito, o que está a suscitar algum debate na Huíla.

Perante os factos, o director do Gabinete Provincial da Educação da Huíla, Américo Chicote, admite falhas na avaliação do desempenho dos titulares de cargos de direcção e chefia.

Chicote afirma haver “alguma debilidade naquilo que é a avaliação de desempenho dos titulares de cargos de direcção e chefia e quando isso ocorre não há matéria-prima para dizermos que esse deve continuar e aquele não”.

Por isso, diz aquele responsável, "temos sido rigorosos e chamado a atenção nos nossos encontros metodológicos no sentido de haver algum rigor, alguma celeridade na avaliação de desempenho dos titulares de cargos de direcção e chefia".

A ausência da avaliação de desempenho dos titulares de cargos de direcção e chefia neste período de tempo na educação é um erro grave, na visão do Sindicato Nacional de Professores (SINPROF) na Huíla.

O secretário provincial do SINPROF, João Francisco, entende que noutras paragens esta situação devia dar lugar a demissões por incompetência.

"Se os professores são avaliados anualmente qual é o problema de avaliar os directores?”, interrogou-se.

“Isso só mostra que a própria direcção é incompetente e devia se autoexonerar”, acrescenta Francisco, para quem “as pessoas não podem aparecer com discursos falhados esfarrapados desprovidos de responsabilidade”.

“O país precisa de pessoas sérias», conclui Francisco.

Os cargos de direcção e chefia nas escolas públicas, nunca foram tão desejados como no presente já que os seus titulares têm por esta via melhores ordenados.

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