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Huíla: Candidatos com alto nível académico concorrem para posição que requer a 6ª classe


Sem emprego (Foto de arquivo)

A 6ª classe do ensino de base é um dos principais requisitos para o concurso público de admissão às vagas de auxiliares de limpeza aberto em Angola pelo Ministério da Educação, mas na Huíla candidatos com nível académico superior vêm a oportunidade como única de emprego na função pública.

Vagas para auxiliares de limpeza atraem candidatos de altas qualificações – 2:28
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Técnicos médios e em alguns casos de nível superior estão a requerer os certificados da 6ª classe junto das escolas onde fizeram a formação de base para concorrer às 650 vagas disponíveis para a província.

Apesar da concorrência a julgar pelas enchentes na busca pela documentação exigida, os candidatos alimentam esperança pelo emprego

“ Estou muito expectante uma vez que concluí o médio e já tentei no concurso do ano antepassado e não fui admitido e agora quero seja admitido neste concurso e precisamos de emprego para sustentar os nossos vícios”, disse um dos concorrentes.

“ A minha perspectiva é de garantir o emprego visto que eu fiz até o médio e está difícil estamos na luta a bastante tempo vamos a ela para ver se conseguimos conquistar alguma coisa”, disse por seu turno uma concorrente.

As 650 vagas de auxiliar de limpeza vão acudir os 14 municípios da província, número que está longe de atender a demanda, segundo a directora local da educação Paula Joaquim.

“ A Huíla tem mais de 1900 escolas e na maior parte delas os auxiliares de limpeza são funcionários eventuais”, disse Paula Joaquim.

“ O número de vagas não é suficiente, mas já vai ajudar muito para podermos ter auxiliares de limpeza em algumas escolas”, acrescentou

Na Huíla os responsáveis da educação dizem que vão ter em conta os trabalhadores eventuais que já servem o sector tirando o factor idade ue limita a dmissão a pessoas com menos de 35 anos de idade.

O concurso público de admissão de auxiliares de limpeza no sector da educação que vai empregar 7.500 candidatos entre 18 e os 35 anos de idade em todo o país está a ser gerido pelos gabinetes provinciais da educação.

O Sindicato Nacional de Professores, (SINPPROF), saúda a medida que já vem tarde, mas critica os termos de referências que prejudicam os trabalhadores eventuais.

“ Que os termos de referência fossem pelo menos até 45 anos de idade para permitir que se absorvesse para o quadro efectivo esses colegas imprescindíveis no sistema que ficarão de fora porque já estão acima dos 35 anos, mas eles que estão a segurar grande parte das escolas nosso país”, disse o presidente do SINPROF, Guilherme Silva.

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