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Huíla: Ambientalistas querem medidas duras contra os que destroem as florestas


Ambientalistas na Huíla querem que se usem processos crimes para combater crims contra o meio ambiente particular a desflorestação que dizem contribuir para a seca que devasta várias zonas do país.

Huíla: Ambientalistas querem medidas duras contra desflorestação – 2:53
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Domingos Fingo, director executivo da Associação Construindo Comunidades, (ACC), apega-se na devastação que vem sofrendo as cortinas florestais da província da Huíla, para exigir que se impute responsabilidade civil e criminal a alguns dirigentes.

“ E quem são os cúmplices primários da devastação dessas cortinas florestais? São os governantes. Porque ninguém vai devastar uma cortina florestal sem que tenha a anuência ou do administrador municipal ou do administrador comunal ou da autoridade tradicional”, disse.

“Toda aquela parte da Humpata, tinha muita cortina florestal. Falei com um responsável dos órgãos centrais do aparelho do estado que teve um encontro connosco e eu recomendei que levasse essa preocupação ao presidente da república, para punir civil e criminalmente todos aqueles que pautam pela destruição das cortinas florestais sem garantir a reposição das cortinas florestais”., acrescentou

Para o engenheiro ambiental, Evanilton Pires, as queimadas e a produção do carvão sobretudo pelas comunidades vulneráveis são uma verdadeira ameaça ao eco-sistema.

Mudar o hábito de pessoas que têm na produção de carvão a sua fonte de sobrevivência não é uma tarefa fácil, reconhece o também activista ambiental.

“ Mudar estas coisas tem necessidades e requisitos muito mais abrangentes do que apenas educar”, disse.

“ Quando olho para as políticas públicas que são implementadas em Angola, noto muita falta de coesão entre os diferentes sectores onde se implementam essas políticas. Não adiante eu fazer um mega projecto de água quando eu não ensino as pessoas a cuidarem da água”, acrescentou

O governo angolano reconhece que encontrar alternativas para as populações que sobrevivem da venda do carvão é um grande desafio e a prática da agricultura é o melhor caminho sustentável.

“ O desafio é enorme porque não é fácil mudar de paradigmas que as pessoas estão habituadas para outras mais sustentáveis comprovadas pela ciência. Devemos de facto trabalhar com estas mesmas populações porque a segurança alimentar faz parte da soberania alimentar”, disse o Secretário de Estado para os recursos florestais, André Moda, numa passagem recente à região sul.

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