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Hospital do Lubango adia cirurgias por falta de água


Vinte e duas cirurgias marcadas inicialmente para os dias 12 e 13 do corrente mês no hospital central do Lubango, António Agostinho Neto, o maior da região sul foram adiadas por um corte no abastecimento de água.

Hospital do Lubango com falta de água - 2:02
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A situação criou descontentamento entre os pacientes e seus familiares que se mostraram agastados com a decisão com todas as suas consequências.

Um cidadão afectado com a medida que viu a cirurgia do filho adiada, lamentou sob anonimato a situação que para ele se arrasta desde o ano passado.

“ Começamos em Novembro quando descobrimos a doença do miúdo e no hospital disseram que tem de ser operado”, disse acrescentando que tinham ido ao hospital “em Novembro, Dezembro, Janeiro e Fevereiro e até hoje não se resolve nada”.

“Desta vez a desculpa foi da água disseram que não temos como lavar as mesas as mãos então tem que remarcar a consulta para o dia 3 de Abril, não me sinto bem como pai”, acrescentou

O director administrativo do hospital central do Lubango, Igor Cabuço confirmou a suspensão das cirurgias com excepção dos casos considerados de urgência, atribuindo a falha a problemas conjunturais.

O responsável admite a necessidade de se melhorar os serviços.

“ Há que melhorar os serviços. Nós temos um reservatório de facto que cobre apenas um dia ou dois no máximo dependendo da demanda em si. Nesta estrutura está no hospital central a maternidade e naturalmente o consumo d água aumentou, então era se calhar fazer reservas próprias para o hospital e ver áreas mais críticas como o bloco operatório, a UCI e banco de urgência”, disse

Numa nota à imprensa a empresa provincial de águas e saneamento da Huíla, declinou responsabilidades sobre a ocorrência e justificou a situação com problemas técnicos verificados no período na linha de abastecimento de água para unidade hospitalar.

Para Elisa Gaspar uma das candidatas a liderança da Ordem dos Médicos de Angola que vai a votos no próximo mês de Abril, os muitos problemas do sector decorrem do facto de os médicos não serem consultados na elaboração das políticas públicas da saúde, quadro que sugeriu, precisa de ser invertido.

“ É necessário que a ordem trabalhe mais com o Ministério da Saúde para podermos nós os médicos ditar as políticas da saúde”, disse

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