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Há nova estratégia na diplomacia angolana, consideram analistas


O Presidente angolano, João Lourenço e o Presidente francês Emmanuel Macron abraçam-se depois de um encontro no Palácio do Eliseu em Paris. 28 de Mao 2018

Analistas em Luanda consideram que a visita de João Lourenço a França e à Bélgica, representa o virar de página na estratégia da diplomacia do novo Executivo.

Para falar sobre o assunto, ouvimos Cris Brazy, empresário francês, Fildan Nazaré, empresário belga, o analista político Agostinho Sikato e Eduardo Vicente, especialista de relações internacionais.

Há sinais de nova estratégia na diplomacia angolana sob governo de Lourenço, dizem analistas
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A primeira visita de João Lourenço à Europa, como Chefe de Estado angolano, está a ser apontada como um virar de página da diplomacia angolana e o reafirmar da sua promessa, aquando da tomada de posse em Setembro do ano passado.

João Lourenço deslocou-se a França e à Bélgica, dois países com uma
expressão considerável a nível da economia europeia e mundial e
traduz a aposta do seu Executivo em relação a uma diplomacia
económica mais acutilante.

Em França, o estadista angolano e a sua delegação, conseguiram
encaixar mais de mil milhões de euros junto de parceiros económicos,
como resultado dos acordos assinados no quadro desta digressão.

O pacote financeiro compreende 100 milhões de euros, cedidos pela
Agência de Desenvolvimento da França, destinados para apoiar a
actividade agrícola.

João Lourenço, Presidente de Angola, no Palácio do Eliseu com o Presidente francês Emmanuel Macron
João Lourenço, Presidente de Angola, no Palácio do Eliseu com o Presidente francês Emmanuel Macron

​Destaca-se igualmente o acordo de facilitação financeira, assinado com
o Credit Agricole também de França, para financiamento de projectos de
até 500 milhões de euros, além do protocolo para apoio técnico à
elaboração de projectos.

Na hora do balanço, o ministro das Relações Exteriores, Manuel
Augusto, confirmou os dados e acrescentou que o “pacote financeiro”, a
par do rubricado no sector dos petróleos, nomeadamente o investimento
que a operadora Total vai fazer nas áreas de exploração e de
distribuição, conseguiu-se um acordo para concessão de 50 bolsas a
estudantes do sector petrolífero.

Alguns cidadãos franceses e belgas que se dedicam à actividade
empresarial em Angola, confirmam as adificuldades que encontram para
concretizarem os seus objectivos económicos.

É o caso do empresário francês, Cris Brazy, que actua no ramo da
logistica e da navegação marítima. Este empresário manifesta algum
optimismo reservado em relação ao impacto desta visita de João
Lourenço.

"Não mexi em filhos do ex-presidente, mexi em cidadãos angolanos", disse João Lourenço em França

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