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"Há caça às bruxas", denuncia dirigente do Movimento Independentista de Cabinda


A polícia angolana continua a fazer uma “caça às bruxas” em Cabinda, denunciou Sebastião Macaia Bungo, secretário para Informação e Comunicação do Movimento Independentista de Cabinda (MIC).

“Muitos dos nossos irmãos estão escondidos porque a polícia tem estado a cercar as suas casas numa caça às bruxas”, acrescentou Macaia Bungo.

Policia persegue activistas em Cabinda - 2:02
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Ele confirmou a detenção de 74 membros e pessoas próximas ao MIC, “das quais três são mulheres”, sem que tenham sido apresentados ao tribunal para legalização da prisão, no prazo legal.

“É uma violação dos direitos humanos”, acusa aquele dirigente do MIC.

Os activistas foram detidos na semana passada antes da marcha que o MIC tinha previsto realizar no dia 1 de Fevereiro para marcar mais um aniversário do Tratado de Simulambuco, que colocou Cabinda sob o protectorado de Portugal.

Sebastião Macaia Bungo lamenta também o silêncio das embaixadas dos Estados Unidos, Portugal, Estados Unidos, Alemanha e Bélgica, às quais ele pessoalmente entregou o aviso da manifestação em Luanda.

“Eu acredito, no entanto, que eles estão a acompanhar”, concluiu Macaia Bungo, que diz haver “muito terror em Cabinda” e “desconhecer o que o Governo de Angola quer fazer”.

O MIC contratou mais três advogados para defender os activistas, acrecentando ao jurista que já representava alguns e que foi o único a ter acesso, na semana passada, aos seus constituintes.

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