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Há ainda tribalismo em Angola - Director provincial no Kwanza Sul

  • Redacção VOA
  • Fernando Caetano

Dia de África esteve em debate

O tribalismo continua a existir em Angola, disse num debate no Kwanza-Sul um membro do governo provincial.

Por ocasião do dia da África, a situação no continente foi debatida nessa província ao mesmo tempo que em Luanda a CASA-CE, o segundo partido da oposição em Angola, dizia que os propósitos para os quais foi criada, em 1963, a organização continental ainda não foram alcançados.

A coligação partidária denunciam uma alegada persistência de deitaduras disfarçadas de democracia e o abandono do sentimento pan-africanista de alguns líderes e grupos dirigentes.

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A CASA-CE diz que a transformação da OUA em União Africana foi apenas nominal e sugere que sejam realizadas acções credíveis e imparciais que conduzam a efectivação da democracia no continente e a exclusão de líderes sem convicções democráticas, segundo declaração o seu vice-presidente, deputado Alexandre Sebastião.

Por seu turno em debate promovido pela rádio Cuanza-Sul, responsáveis e docentes debruçaram-se sobre o papel dos africanos no desenvolvimento do continente.

Para o director provincial da cultura Manuel do Nascimento Rosa da Silva, a África só poderá desenvolver se os dirigentes africanos descolonizarem suas mentes.

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Para Rosa da Silva há também “grandes problemas étnicos” que existem em Angola

“Em Angola quase que não se fala mas os problemas étnicos existem porque o Bakongo não pode fazer o mesmo que o Umbundo faz por exemplo”, disse.

“O Kimbundo pensa que é mais inteligente do que o Umbundo, e nós temos que começar e ver que ninguém é mais do que ninguém. Todos nós temos as mesmas capacidades, as nossas valências para podermos desenvolver a nossa comunidade. Eu acredito que nós temos que olhar nessa perspectiva para podermos perceber porquê afinal a África está assim,” disse acrescentando que “primeiro os dirigentes devem descolonizar as mentes”.

O docente Jean François Libokó do Congo Brazzaville, sustenta que a questão étnica é apenas usada como arma para justificar as insuficiências.

Para Libokó no passado “a etnia nunca foi o problema em África”.

“O reino do Congo, é o reino mais organizado que a África já conheceu com a sua extensão territorial partindo de Angola em que Mbanza Congo é a sede e a capital do reino, daí até a República Centro Africana que agora está mergulhada na guerra,” disse.

“São povos diferentes com suas etnias que reconheciam o reino e pagavam os seus impostos ao reino“, acrescentou culpando as crises em “elites” que não querem “o seu papel de africano, querem copiar e quando copiam copiam mal".

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