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Guterres homenageia esforço dos moçambicanos mas apela à ajuda da comunidade internacional


Secretário-geral aponta o dedo aos países poluentes

O secretário-geral das Nações Unidas apelou nesta sexta-feira, 12, a comunidade internacional a tomar uma acção enérgica para fazer face às mudanças climáticas que estiveram por detrás da devastação sofrida por Moçambique aquando da passagem dos ciclones Idai e Kenneth em Março.

Guterres homenageia esforço dos moçambicanos mas apela à ajuda da comunidade internacional
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Guterres fez o apelo depois de ter visitado zonas afectadas pelo ciclone na Beira,particularmente o cenário de devastação na Escola 25 de Junho na Munhava e o centro de reassentamento de Mandruzi no Distrito de Dondo, onde constatou e elogiou rapidez na resposta dada pelos moçambicanos.

“Quero prestar homenagem ao povo moçambicano e as autoridades moçambicanas pela rapidez da resposta e pela enorme coragem que demonstraram fazendo face a esta tragédia e pela resistência que revelam ao lançar-se desde o princípio na reconstrução não só física das casas ou das propriedades, mas na reconstrução das suas próprias vidas”, começou por dizer Guterres para acrescentar que “os moçambicanos sozinhos não poderão vencer está batalha".

"Houve uma importante solidariedade internacional ,as Nações Unidas em particular estiveram desde a primeira hora com o povo moçambicano, mas essa solidariedade não é suficiente”, sublinhou.

Guterres reiterou, como fez em Maputo na quinta-feira, que apesar Moçambique não contribuir para as mudanças climáticas está na primeira linha de vulnerabilidade pelo que os países mais poluentes têm a obrigação de apoiar na reconstrução.

“A economia moçambicana é, infelizmente, muito reduzida mas Moçambique é o segundo país do mundo vulnerável em relação às consequências das alterações climáticas e está à vista exactamente o significado desta palavras, por isso quero lançar uma mensagem bem clara aos países que são responsáveis pelo nível de emissões que têm por essas alterações climáticas para lhes dizer que é preciso inverter a presente tendência em que as alterações climáticas estão a correr ainda mais rápido que nós”, disse o Secretário Geral da ONU, garantindo que o organismo que dirige está empenhado na organização de uma cimeira internacional, em Setembro, que vai discutir questões ligadas às mudanças climáticas.

“É preciso que na próxima cimeira se assuma o compromisso de não deixar aquecimento global ir além do um grau e meio no final do século”, concluiu Guterres.

O secretário-geral da ONU apelou ainda que se eliminem os subsídios aos combustíveis fósseis e lembrou que o exemplo de Moçambique deve ser um alerta para o mundo.

António Guterres terminou hoje uma visita de dois dias, iniciada ontem com um encontro em Maputo com o Presidente Filipe Nyusi.

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