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Guterres adverte líderes guineenses sobre situação frágil e critica manobras políticas


Secretário-Geral da ONU pede responsabilização de quem obstruir o processo eleitoral

A situação na Guiné-Bissau continua frágil devido a manobras políticas e desconfiança entre os líderes políticos, que podem colocar em causa o processo eleitoral.

Esta análise é do secretário-geral das nações Unidas, António Guterres, e está expressa num relatório a ser submetido no final deste mês ao Conselho de Segurança.

"A persistente falta de confiança entre os actores políticos na Guiné-Bissau e as manobras políticas a eles associadas continuam a dificultar o bom funcionamento do processo eleitoral", escreve Guterres, “apesar dos progressos realizados entre Abril e Junho de 2018, incluindo a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e a formação de um governo amplamente representativo”.

Ao considerar que “a situação na Guiné-Bissau continua frágil", o secretário-geral vai recomendar ao Conselho de Segurança a extensão do mandato do Gabinete Integrado para a Consolidação da Paz e Segurança da ONU até Fevereiro de 2020.

Frente a esta situação, Guterres defende que “aqueles que obstruírem o processo eleitoral devem ser responsáveis pelas suas acções", e pede “uma vez mais a todos os actores políticos da Guiné-Bissau que deem prioridade ao seu país e aos seus compatriotas e resolvam as suas diferenças através de um diálogo construtivo".

As Nações Unidas, de acordo com o documento, reiteram a sua disponibilidade para continuar a apoiar a Guiné-Bissau e pediram para as "partes interessadas nacionais demonstrarem boa-fé e vontade política para continuar o progresso do país em direção à estabilidade política e institucional".

As eleições na Guiné-Bissau estão previstas para 10 de Março.

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