O líder da bancada parlamentar do Partido da Renovação Social(PRS), a terceira força no Parlamento da Guiné-Bissau, exigiu a responsabilização judicial dos autores do espancamento, no sábado 11, do deputado Farid Michel Tavares Fadul.
O partido responsabiliza elementos da segurança da Presidência da República, a mando do agente de nome Tanu Bari, pelo espancamento.
“É muito complicado, os agentes da Presidência da República a espancar pessoas, ainda um deputado de nação, devem ser responsabilizados, se não, não será um bom exemplo para todos”, afirmou Mário Fambé, em conferência de imprensa em Bissau nesta segunda-feira, 13, na qual disse que os deputados estão solidários e que condenam, "com veemência" a agressão.
Fadul disse ter sido espancado, a mando de Tanu Bary, até se desmaiar, por alegadamente estar a filmar, com drone, as obras de ornamentação da Avenida Amilcar Cabral, que vai acolher as festividades dos 50 anos de independência, no próximo dia 16, organizadas pela Presidência da República
O deputado contou que um grupo de indivíduos, à paisana, o interpelou e, enquanto falava com esse grupo, um segundo grupo numa viatura sem matrícula o agrediu, de acordo com Fadul, a mando de Tano Bary.
Mário Fambé considerou de “crime” o ato de espancamento do deputado, e diz ser “uma brutalidade”, que nem em situações de guerra se verifica.
No domingo, 12, em comunicado, o PRS já tinha denunciado o espancamento do deputado pela “segurança do perímetro da Presidência da República”.
Até este momento, e apesar dos esforços da Voz da América, nem a Presidencia da República, nem o Parlamento, nem o Governo reagiram à denúncia.
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