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Guiné-Bissau: aberta a época eleitoral


PR inicia contactos para marcar eleições legislativas, partidos e observadores analisam cenários

Os partidos políticos guineenses estão de olhos postos na agenda eleitoral, enquanto esperam pelso encontros com o Presidente da Republica para a eventual marcação, ainda este ano, da data das eleições legislativas.

O calendário mais próximo seria o mês de Maio, mas várias personalidades advogam para Outubro ou Novembro, devido à não actualização de dados eleitorais por parte do Governo.

Guiné-Bissau: aberta a época eleitoral - 2:40
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Os cenários concorrentes apontam para duas opções: eleições legislativas, em 2018, de acordo com o calendário eleitoral, ou, em 2019, em simultâneo com as presidenciais, conforme a mais recente proposta do Presidente da República.

Para alguns actores políticos, as eleições legislativas devem acontecer no decurso deste ano, à luz da Constituição, tanto mais que é o fim da actual legislatura.

“E acredito que é possível realizar eleições desde que haja vontade. Podemos ter ainda o Governo durante o mês de Março. E como o Presidente nos disse que a prioridade é organizar eleições, então, acredito que as dificuldades inerentes ao processo podem ser ultrapassadas”, advogou Alberto Costa, secretário nacional do Movimento Democrático Guineense (MDG).

A defesa do MDG, para que as eleições tenham lugar em Outubro ou Maio deste ano, consiste no facto de o Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GETAP) ter afirmado recentemente que não dispõe de meios financeiros para actualizar os dados eleitorais.

Contudo, na opinião do MDG, não há motivos para realizar as eleições simultâneas, em 2019.

“Não sei se não haveria um tipo de aproveitamento de certas posições. Quando nós estamos a pensar a levar eleições para 2019, poderíamos estar a desenhar cenários que podem favorecer uma, ou outra tendência. Por isso, defendemos o cumprimento do calendário eleitoral”, reforçou Costa.

Assana Sambú, jornalista e editor-chefe do jornal independente “O Democrata”, diz que a situação é muito complicada e que “é impossível cumprir o calendário eleitoral”, apesar da vontade do Presidente e de outros actores de que as eleições aconteçam em 2018.

“Os aspectos técnicos são muito importantes e não os levarmos em conta, corremos o risco de ter algum partido a contestar as eleições”, advertiu Sambú.

O Presidente José Mário Vaz anunciou para esta semana o início de contactos com cerca de 28 partidos com vista à marcação da data das eleições legislativas.

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