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Guiné-Bissau: Vozes a favor da instalação do poder local


Cidade de Bissau, capital da Guiné-Bissau

Ministro da Administração Territorial e Poder Local faz eco aos pedidos de personalidades e organizações por eleições autárquicas

Personalidades e organizações na Guiné-Bissau têm defendido através dos últimos anos a instalação do poder local e a realização de eleições autárquicas.

A juntar a essas vozes, o ministro da Administração Territorial e Poder Local defendeu nesta terça-feira, 10, em Bissau que o Estado “deve envidar os esforços para completar o ciclo eleitoral, realizando as eleições autárquicas a par das presidenciais e legislativas”.

Guiné-Bissau: Vozes se levantam a favor da instalação do poder local - 2:39
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Fernando Dias fez esta afirmação na abertura nesta terça-feira, 10, do Fórum Internacional sobre Autarquias, organizado pela Câmara Municipal de Bissau, sem no entanto avançar detalhes.

O poder local tem, outras vantagens, a premissa de promover o desenvolvimento descentralizado, segundo vários interlocutores ouvidos pela VOA em Bissau.

Para o docente Júlio Mário Siga, as autarquias vão poder “renovar a democracia local, através da criação de mecanismos que permitam e fomentem a participação dos cidadãos na tomada de decisão, permitindo que o poder local seja mais aberto à comunidade, incrementando a sua responsabilização e a sua capacidade de liderar a própria comunidade, algo que vários governos que passaram neste país têm negado aos cidadãos”.

O presidente do Movimento dos Jovens pelas Autarquias na Guiné-Bissau, Leopoldo Bernardo Té, defende a sensibilização da sociedade porque “queremos que as autarquias não venham com problemas, interferências, interesses dos poderes políticos”.

Por seu lado, o também docente Cadafi Dias defende ser urgente avançar para a descentralização do poder para que o povo possa viver mais de perto o desenvolvimento.

“Em Bissau é que fica tudo, desde principais hospitais, escolas, mercados e infraestruturas em geral, portanto se o poder for descentralizado o povo sentirá e viverá mais de perto o almejado desenvolvimento”, sustenta.

Caló Fernandes, outro académico, acrescenta que as autarquias vão proporcionar uma maior participação da população na tomada de decisões.

"A população pode ver proporcionada uma maior participação na tomada de decisões públicas, o maior desenvolvimento das regiões, a distribuição equitativa dos rendimentos, maior exercício de liberdade por parte das populações e ajuda também na aplicação mais eficientes de receitas e maior controlo dos gastos públicos”, diz Fernandes.

Desde a abertura democrática na Guiné-Bissau, em 1991, o país nunca realizou eleições autárquicas.

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