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Guiné-Bissau: Intervenção da CEDEAO questionada no debate eleitoral


Bandeiras da CEDEAO

Um dos temas que dominam a campanha eleitoral é a sistemática intervenção da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental(CEDEAO) e de outras organizações internacionais na resolução dos problemas políticos, sobretudo nos últimos cinco anos.

Enquanto uns são contra as sucessivas intervenções da CEDEAO e de outras organizações internacionais, qualificando-as, citamos de “violações da soberania nacional”, outros justificam que a Guiné-Bissau “faz parte de concerto das nações, daí que não se pode falar de uma soberania absoluta”.

Perante estas duas correntes, o analista politico Rui Jorge Semedo lembra que a comunidade internacional, particularmente, a CEDEAO, intensificou a sua presença na Guiné-Bissau, depois do conflito militar de 1998, a partir do qual o país jamais encontrou a estabilidade.

Semedo diz que o debate sobre a soberania nacional é uma falsa questão:

“É uma falsa questão, porque a CEDEAO e a comunidade internacional nunca vão para um país estável, onde as instituições funcionam normalmente e que cumpra, sobretudo, com as normas democráticas”, diz Semedo.

Ele sublinha que “na Guiné-Bissau, nós temos uma imensa dificuldade em permitir o funcionamento das instituições e da democracia, daí o país precisar do apoio internacional”.

Associando-se a esta tese, mas com outro ângulo de abordagem, Nhaga Cobna Barreira, investigador pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), diz que “o poder politico é que tem a responsabilidade de estruturar, evitando as instabilidades e as necessidades da mediação internacional.”.

“De lembrar que foi o Presidente da República quem pediu a mediação da CEDEAO na actual crise; ou seja, a Comunidade Internacional foi chamada a participar”, diz.

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