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Guiné-Bissau: Candidados apelam ao voto e garantem respeitar resultados


Votação decorre na normalidade

Os candidatos à Presidência da Guiné-Bissau manifestaram a sua esperança num novo ciclo, apelaram ao voto e garantiram respeito à vontade dos eleitores.

Entretanto, o primeiro-ministro, Aristides Gomes, alertou que a eleição deste domingo, 24, não irá resolver os problemas do país "de forma mágica".

"Não são as eleições que irão resolver o problema de uma forma mágica, mas são um acto muito importante porque vão permitir instalar um Presidente que irá contribuir, em principio, para a estabilização do nosso país", sublinhou Gomes, após votar em Bissau.

Por seu lado, o Presidente cessante e candidato à sua sucessão, José Mário Vaz, prometeu aceitar os resultados

“Eu aceitei em 2014 e com certeza que continuarei a aceitar”, disse Vaz, sublinhando que “o poder não é de José Mário Vaz, é do povo e o povo é soberano, é quem decide sobre o seu próprio destino”.

O antigo primeiro-ministro Carlos Gomes Júnior e também candidato, afirmou estar confinante na vitória para tirar o país “da situação de miséria que está”.

Domingos Simões Pereira, antigo primeiro-ministro e candidato, disse a jornalistas esperar que “estas eleições sirvam para um virar da página, que a Guiné-Bissau encontre a normalidade constitucional e a partir dessa normalidade constitucional possa construir a paz, a estabilidade e o desenvolvimento".

“Temos de vir votar e decidir a nossa vida", pediu Simões, no que foi corroborado pelo também antigo Chefe do Governo Umaro Sissoco Embaló que pediu a todos para “participarem em massa e para deixarem os boatos".

"Para mim a política é um exercício, como o futebol e outros, para mim não é uma questão de vida e morte. Eu já vivia antes de ser político e no dia que sair da vida política vou continuar a viver", disse Sissoco Embaló aos jornalistas em Bissau, depois de ter votado em Gabú.

Por seu lado, Idriça Djaló pediu aos demais candidatos para “aceitarem os resultados de quem sair vencedor nas urnas” porque o mais importante para o próximo Presidente “é criar condições para que haja paz e estabilidade no país para que, finalmente, a Guiné-Bissau conheça eviva em paz”.

Ele ainda afirmou que “o país está atrasado não há escolas nem investidores, devido à má governação dos políticos corruptos e incompetentes”.

As urnas na Guiné-Bissau abriram às 7 horas locais e fecham às 17 horas.

Doze candidatos, entre eles um presidente e quatro antigos primeiros-ministros concorrem à Presidência da República, que fecha o círculo eleitoral, depois das legislativas de Março passado, ganhas pelo PAIGC.

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