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Guiné-Bissau: As razões do PR para dissolver o Parlamento e alertas de crise


Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau

A intenção do Presidente da Guiné-Bissau em dissolver o Parlamento não apanhou de surpresa os líderes partidários, que, na sua maioria, discordam de Umaro Sissoco Embaló.

Enquanto o MADEM-G15, através de um dos seus vice-presidentes, disse apoiar o Presidente, os demais líderes partidários disseram que a medida vai provocar uma crise política no país.

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A VOA procurou saber junto de analistas políticos e observadores as razões de Umaro Sissoco Embaló.

O jornalista e analista político Abduramene Djalomini considera que esta "mini-crise tem como pilares a vinda de uma força de estabilização da CEDEAO que muitas correntes políticas têm criticado e outra coisa é provável discussão e aprovação do novo projecto de Constituição da República.

Por seu lado, o jurista Fodé Mané não acredita que o Chefe de Estado tenha a intenção de dissolver o Parlamento.

"Para mim, não passa de uma chantagem política, portanto, a intenção é de provocar um alarme político e isso já está a resultar", afirma Mané que, do ponto de vista legal, dis não ver "condições para a dissolução da ANP".

Caso o Presidente da República dissolver o Parlamento, o jornalista Armando Lona garante que o país vai entrar numa profunda crise política.

"Há uma divergência bem clara entre os principais partidos políticos da Guiné-Bissau, há uma situação económica e social caracterizada por uma inflação galopante e combinação dessa crise social e económica com tudo aquilo que é a insegurança neste momento no país, o anúncio do derrube do Parlamento não resolve nada, pelo contrário vai aprofundar a crise e com consequências imprevisíveis", sustenta Lola.

Neste sentido, o também analista político Banor da Fonseca espera que a dissolução "não seja a via eleita para ultrapassarmos esta crise".

"Se o fenómeno que abala ou prejudica é a corrupção que sejam traduzidos à justiça os responsáveis, mas não seria benéfico para o país, justamente, neste momento em que estamos a registar certos avanços, dar mais um passo para trás", completa Fonseca.

O Presidente da República, Umaro Sissoco Embalo, reúne o Conselho de Estado, o seu órgão de consulta, na próxima segunda-feira, 16para analisar a situação socio-política da Guiné-Bissau.

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